domingo, 13 de agosto de 2017

Os 3 Pais de Naelin

Capítulo XVIII

O GRANDE ESPÍRITO, PAI/MÃE DE TODA VIDA não falha em prover a seus filhos a NECESSÁRIA ORIENTAÇÃO.
Quantos pais a vida te deu?
A qual deles você deu mais ouvidos?
Neste conto do livro Histórias do Oriente, vemos como o mau uso do livre-arbítrio pode influenciar nos padecimentos auto-impostos de uma pessoa, pois nem tudo é karma e nem tudo está escrito.
Cada um tem um caminho para seguir, e neste caminho, a vida flui de forma mais harmônica.

Os 3 Pais de Naelin


Ilustração: Marcia Siqueira





O chakra básico invertido adoece a kundalini e leva o ser ao desequilíbrio das faculdades mediúnicas e até mesmo à loucura. Deve a mulher cuidar da sua menstruação e o homem com as hemorróidas. Toda perda de sangue anormal pela região genital abre o corpo à doença e o espírito a desequilíbrios.

18ª Lâmina do Livro de Tamur



                Tinha Naelin três pais: Deus, Nosso Senhor que está nos Céus e vibrava para ela nesses confins do universo através de sua Luz Ancestral Verde a irradiar na coroa de sua filha; seu pai terreno com quem ela resgatava débitos kármicos do passado, e seu pai espiritual de outras vidas, seu guia, com quem ela se comunicava através da mediunidade, procurando orientá-la e conduzi-la para a vitória através dessa encarnação.
                Seu pai número 3 procurava reforçar sua conexão com o pai número 1, a fim de, fortalecendo sua essência divina, torná-la menos vulnerável às ações do mal na Terra, e também livrá-la dos desenganos comuns aos médiuns, além do que, através disso, imunizá-la dos ataques morais do pai número 2, seu obsessor encarnado.
                O pai nº 1 tudo via, sentia e esperava, por sua filha senti-lo mais dentro de si e assim despertasse para as verdades maiores e deixasse de sofrer pelas dolorosas ilusões da Terra; e assim vibrava forte transmitindo sua força para o pai nº 3, também seu filho, que amorosa e fervorosamente envolvia sua amada pupila. Esta porém, só 3% absorvia de toda essa emanação.
                Já o pai nº 2, o mais fraco de todos os três, saia na frente, envolvendo Naelin em seus teias de ódio, intrigas e mentiras, que a atingiam em cheio, pois passava os dias e as noites se lamentando, temendo e muitas vezes sofrendo por antecipação ataques que talvez nem viriam se ela por eles não ansiasse com tanta certeza. E como Naelin era médium, o pobre diabo de seu pai atraiu aliados de peso na tarefa de tirar a filha do prumo e afastá-la da Luz de Deus. E assim, a inteligência que ele não tinha era suprida pelos vassalos da escuridão, e ideias cada vez mais perniciosas invadiam os recônditos de sua mente vazia, e obtinha ele 100% de sua vítima a atenção, pois infelizmente ainda é do ser humano preterir o Bem ao Mal ao atribuir valorização.
                A cada ataque do pai 2, acorria Naelin ao centro, e chorava suas lamúrias, seu cansaço, seus tormentos. Enternecidos os pais velhos a envolviam em espirituais linimentos, desprendiam-na dos miasmas, renovavam seus sentimentos, infundindo-lhes fluidos que lhe convidavam à libertação e ao renascimento.
              Todas as vezes pai 3 ali ia, conversava com o guia chefe, suplicava a Pai Grande junto ao gongá por seu rebento e todas as vezes era atendido. Incorporado na filha, descarregava seu aparelho, lhe instruindo telepaticamente como proceder para aliviar seu sofrimento.
                Mas livre-arbítrio é coisa séria e tem-se de esperar o momento, do desejo de quem sofre, de terminar seu padecimento, pois é de cada um o direito de determinar o fim do seu tormento. O Karma e a Lei existem, e quem deve não passará sem os efeitos dos atos do passado a cobrar reajuste e da vida um melhor aproveitamento, mas muitos erram ao crer que Deus é carrasco ou açougueiro, que se conforta ao ver os filhos agonizarem e se regozija com seus lamentos. Não percebem que para a Banda do Único é importante o consentimento de cada filho de fé que espontaneamente decide seguir nova vida, deixar pra trás o passado e assumir de vez a herança de filhos e filhas de um pai eternamente vivo como sois e que aguarda somente o reconhecimento de vosso próprio valor, para vos juntardes às fileiras de quem pela terra anda só para propagar Amor.
                Mas Naelin esperava que a solução caísse do céu:
                “ – Não criei para mim esses problemas; não escolhi meu pai! Deus que mo deu, que o leve!” – e ansiava por soluções mágicas como o desencarne do seu algoz ou uma miraculosa mudança nas atitudes deles, coisa que ela mesma – com todo conhecimento espiritual que tinha – por si mesma não fazia.
                E em anos que se arrastaram sem necessidade, foi perdendo a fé na religião, na vida e até em Deus, que “não via seu sofrimento” e “não interferia a favor dela”, “protegendo quem faz o mal”. Não quis mais ir ao terreiro e tentou olvidar que era médium.
                “Viva!” – gritaram os vassalos das trevas que por décadas esperaram esse momento, pois tempo é que menos lhes falta para investir em seus projetos de danação dos seguidores do Cordeiro.
                E Naelin quis “viver a vida”, como todos fazem, “curtir” o mundo, sem preocupações e restrições de espirituais fundamentos.
                Achou um outro perdido, que ela também não sabia ser preparado por quem só ciladas lhe previam de tempos em tempos. Ex-drogado e bem apessoado, senso de humor refinado, ficha policial no passado... Agora amante, amigo, aventureiro de mente aberta invejável! Com certeza sua alma-gêmea, garantiu a cartomante bem paga.
               E Naelin casou, e seu pai nº3 chorou porque sabia que sofrimento, comparado ao que viria, sua filha jamais provou.
                Mas pai nº2 gostou, pois “esse cabra tinha bufunfa”, embora de onde venha ele não se importou.
                Dezoito anos se passaram e o resumo assim ficou: o marido após quinze desses anos assassinado pelo tráfico do vício que ele de fato nunca curou; seu espírito e também o do pai desencarnado pela bebida obsidiando o lar; dos 3 filhos problemáticos, a mais velha queria aproveitar a vida para esquecer o lar infeliz em que vivia, e aos 15 já era mãe, mas quem cuidava da criança com deficiência visual, como já era de se esperar, a avó Naelin; o mais jovem sequestrado quando criança pelos desafetos do pai na disputa por pontos de venda de derrota química para os fracos, embora devolvido sem maiores danos físicos, exibia sequelas psicológicas gravíssimas, e revoltado contra a família e o mundo, peregrinava de psicólogo em psicólogo sem apresentar melhora alguma.
                Mas somente quando o filho do meio tentou o suicídio, movido pela perturbação espiritual do pai e do avô, foi que Naelin voltou a por o pé num centro, dessa vez kardecista, amparada por fiel amigo, este sim sua alma-gêmea, mas que com ela não se comprometeu em matrimônio nesta vida em consequência das escolhas infelizes e precoces da própria Naelin. Solteiro e devotado à Espiritualidade procurava auxiliá-la no mais que podia.
                Após a consulta com as entidades espirituais, Naelin novamente comparece à seara espírita para receber as orientações do entrevistador da triagem:
                 - Sra. Naelin, como está se sentindo?
                - Melhor. Essa semana consegui dormir sem pesadelos.
                - Fez o Evangelho no Lar?
                - Sim, mas meus filhos não quiseram me acompanhar.
               - Não tem importância, faça assim mesmo, e leia também páginas do Evangelho e ore nos quartos deles quando eles não estiverem.
           - Eu trouxe umas peças de roupas deles para benzer... Onde coloco?

                O entrevistador fez uma cara um tanto desgostosa:

                - Aqui não trabalhamos dessa forma. Convide seus filhos para virem tomar um passe. Isso – disse apontando com desdém para as camisetas dos filhos de Naelin – são fetiches, não têm valor algum. A senhora compreende?
                - Não... O que são fetiches?
                - Bom... – suspirou o culto entrevistador – a senhora obviamente vive uma situação familiar onde pesados carmas do passado se desenrolam em busca de reajuste. Somente à luz do Espiritismo a senhora e os seus filhos poderão compreender melhor essas questões que os envolvem e através do perdão, alcançarem a paz no lar. É muito importante que todos os membros da família compareçam ao centro para tomar passes, assistir palestras e darem início à reforma íntima.
                - É que meus filhos, eles não vêm... São adolescentes o senhor sabe, não têm interesse nessas coisas de espiritismo.
                - Veja, minha senhora, aqui nós temos evangelização infantil, grupo de mocidade espírita, onde a doutrina é passada numa linguagem adequada à faixa etária deles. Continue convidando-os e fazendo o Evangelho no Lar, afinal ninguém gosta daquilo que não conhece.
                - O senhor sabe, a culpa é minha... Quando eles eram pequenos eu levava no centro que eu ia quando era moça, levava nas Festas de Cosme e Damião, e eles adoravam, mas daí eu fui me desleixando, fui perdendo o gosto sabe, porque falavam que eu era ‘média’ e tinha de desenvolver e eu não queria, era meio revoltada, sabe? Daí nunca mais fui no centro; só agora que meu amigo André, vendo meu sofrimento, me trouxe aqui pra ver se eu tenho alguma ajuda porque as coisas estão muito difíceis e eu num sei mais o que fazer...
                - Dona Naelin, aqui nós respeitamos todas as religiões, mas é preciso cuidado com os mediunismos exagerados, sem controle, porque ocorre muito animismo, a senhora entende? Porque, veja bem, todo mundo é médium, mas a mediunidade sem estudo pode ser uma coisa perigosa, percebe?
       Naelin não percebia, nem sabia o que ele quis dizer com ‘mediunismo’.
                - Mas as coisas vão melhorar?
                - Veja bem, quando há carma, a melhora nunca é instantânea; é preciso paciência e perseverança no estudo e na reforma íntima. A senhora foi encaminhada para a desobsessão e o seu filho que tentou cometer suicídio para o tratamento à distância, e os nomes dos seus outros dois filhos estão na caixinha das vibrações. Se os três passarem a frequentar o centro, eu garanto para a senhora que haverá uma grande melhora na situação.
                Certa de que os filhos não compareceriam ao centro, Naelin sentia-se insegura com relação ao ‘diagnóstico’ do responsável pela triagem, e no seu desespero, perguntou:
                - Mas o meu caboclo disse o que pra vocês? Ele falou se as coisas vão melhorar ou me mandou algum recado? Eu costumava incorporar ele quando era nova e ia nesse centro que eu falei pro senhor, mas agora eu sei que num tenho condições de incorporar ele, mas ele falou alguma coisa? Teve algum médium lá dentro que viu ele?
                Incomodado e um tanto impaciente, o entrevistador procurou explicar que ali ‘respeitavam’ mas não trabalhavam com essas entidades mais comuns à Umbanda.
                - Mas eu vi no corredor um quadro com a figura do cacique Brogotá!
                - Esse é um caso à parte, nós oramos pedindo ajuda e a proteção de Brogotá para alguns casos específicos. Agora a senhora pode se dirigir à fila do passe e após 4 semanas de tratamento a senhora passará pela entrevista novamente.
                Naelin agradeceu e fez tudo como mandado. Algumas coisas que não entendeu perguntou a seu devotado amigo André, mas nem ele conseguiu explicar porque, apesar de ela estar fazendo tudo com a fé e o amor que só uma mãe é capaz de sentir, ela não se sentia melhor, nem os filhos apresentaram qualquer melhora positiva no comportamento.
                - Ah, André, melhorou assim, nem 10%... Eu continuo sentindo peso nas costas, e os espíritos do meu pai e do meu marido. Eu achava que pelo menos isso ia resolver. E eu queria tanto poder levar umas camisetas deles pra benzer! O homem lá pode dizer que não, mas pra mim faz um grande efeito!
             - Decerto, Naelin, em vista da gravidade da situação, o tratamento espiritual demorará mais um tempo para você perceber os efeitos.
                - Por isso mesmo, André, pela gravidade da situação é que eu acho que precisava de mais recurso! Uma defumação, uns banhos... Por exemplo: ir no centro eles não vão, mas se eu fizer uns banhos e dizer pra eles tomarem, eu tenho certeza que todos três tomam!
                - É, Naelin, eu até conheço um centro de mesa branca que aceita levar roupa pra benzer, mas é longe, no interior; mas os centros kardecistas, em geral, não trabalham com banhos e defumações. Isso é mais da Umbanda mesmo...
                - Pois vou te dizer uma coisa, André, se eu soubesse de um lugar bom de Umbanda, eu ia, sabia? Ia mesmo! Pena que aquele que eu ia fechou, porque o dono lá morreu...
                 Mas como quem ama cuida, depois dessa conversa André ficou remoendo as palavras de Naelin; falou com um, falou com outro, e com um endereço passado por uma colega, foi dar às portas de um terreiro na semana seguinte, levando Naelin pelo braço.
                - Eu não conheço aqui, Naelin. Como falei vim para te trazer por indicação, porque não aguento mais ver você sofrer e quero poder te ajudar.
              - Não se preocupe, André. Eu sinto que aqui é um lugar bom. Essa noite eu sonhei com o meu caboclo e ele sorria pra mim. Eu não lembro de mais nada, mas acordei chorando de emoção, um choro bom, de saudades, sabe?
                E começou a chorar de novo ao lembrar dos momentos vividos no astral com seu pai nº3, que há tanto tempo não via. E como nada é por acaso, era gira de caboclos, e Naelin ‘tombou no santo’ ao pisar descalça no terreiro, e após descarregá-la, Pai 3 desincorporou e conversou com o chefe do terreiro, que não apenas cruzou as roupas de seus filhos como orientou quanto aos banhos e defumações.
           Os pesadelos pararam, e numa gira de esquerda as questões principais relativas aos problemas espirituais dos 3 filhos foram resolvidas. Após um ano, a filha com a neta já frequentava, e o filho do meio que tentara o suicídio, cambonava e se desenvolvia para no futuro integrar a corrente. O mais novo só ia nas festas, mas estava bem mais tranquilo.
                Naelin foi a filha pródiga que voltou tarde para a casa de seu Pai 1, amparada pelo Pai 3, de onde, equilibrada e feliz, pôde auxiliar inclusive pai 2, mesmo tendo passado por coisas das quais não necessitava se tivesse ouvido o chamado de seus dois pais que a convidavam para a Luz, e tendo trocado um problema por 4, que juntos somaram 5, e tendo aguentado uma situação extremamente agravada da qual somente 20% era de fato karma. A voz de Pai nº1 ecoando em sua essência e muitas vezes traduzida e ampliada por Pai nº3 venceu, e ela enfim trilhou o caminho para o qual nasceu, auxiliando muitos.
                E André, que acabou se tornando o 4º pai, ou padrinho, que pela força do amor intuiu e vislumbrou a estrada que sua amada deveria seguir, por essa trilha também se encantou e cambono virou.
              E o plano original de Deus se concretizou: ele e Naelin terminarão a vida juntos, criando a netinha cega que teria vindo de qualquer forma através da primeira filha de Naelin, de quem ele deveria ter sido pai.
               Ao se precipitar e tomar o atalho errado da vida, Naelin teve mais dois filhos não previstos, atraídos ao lar pelo marido, de quem eram obsessores. O Astral avaliza essas encarnações, não previstas inicialmente, tendo em vista a situação concreta que cada um cria para si por suas escolhas, sejam certas ou equivocadas, aproveitando o precioso tempo de redenção na Terra.
               Saibamos pois que nem tudo é karma, mas que todo problema tem uma solução. E que pela perseguição espiritual em decorrência de sua própria condição de intermediador de planos, o médium é o mais propenso a se entreter nessas confusões familiares, pois raramente consegue se manter no padrão vibratório que o impermeabiliza a essas investidas do mal, que visam simplesmente desnorteá-lo a tal ponto que se veja incapaz de desempenhar a missão mediúnica de que se imbuiu no Astral antes de encarnar.
                Lembremos sempre então que orar e vigiar é bom para todos e imprescindível para quem é médium.

Gregório de Matos
Vô Felipe vem como preto-velho.
 Padre mestiço claro, evangelizador, desobsessor, trabalha para levar pelo perdão as criaturas até Jesus.
Vibra muito amor e muita compreensão.
A Força de demover Montanhas é o Amor.

Ele foi Gregório de Mattos em uma de suas existências

[Trecho do livro "Histórias do Oriente" de Jennifer Dhursaille. Adquira um exemplar digital gratuitamente mediante doação a ONG Médicos Sem Fronteira. https://jenniferdhursaille.blogspot.com.br/2017/08/historias-do-oriente.html]

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Histórias do Oriente




Prefácio

 

Mensagem de Abertura


                   Em tempos em que a humanidade atual não era nada além do sonho de um bebê, espíritos muito antigos, e renitentes em determinados erros, para aqui vieram extraviados.
                   Posso dizer que nosso principal defeito e origem de nossa desgraça era o Orgulho, e ainda hoje, de certa forma, mantemos essa característica em nossa postura, estilo de trabalho e vestimenta.
                   Ao contrário do que muitos pensam, a forma humana é a mais comum na maioria dos mundos habitados, entretanto há algumas características díspares, variantes da cosmologia física da conformação biológica na adequação da estrutura perispiritual às condições do determinado mundo habitado.
                   Já ouviste a frase “Sois deuses”, mas não a compreendestes muito bem. Sendo filhos dos deuses, como todos o são, somos dotados de poderes correspondentes a tessitura espiritual do raio divino que nos originou; entretanto, assim como, mesmo tendo o homem capacidade de dirigir um automóvel, não lhe é permitido que o faça até atingir os dezesseis anos, nem ao piloto de uma aeronave governá-la sem o devido estudo e consequente graduação para isso.
                   Assim sendo estão os homens divididos em mundos-escola de acordo com as lições já aprendidas. Sendo o Pai um diretor amantíssimo, procura sempre acomodar seus filhos nas melhores instituições de ensino possível, com frequência acima de sua capacidade ou merecimento, pois Seu Amor cobre nossa multidão de pecados. Todavia ao ver que o filho não apenas deixa de aproveitar as oportunidades com que foi brindado, mas ainda por cima prejudica seus irmãos sinceramente comprometidos em sua jornada evolutiva, com pesar o retira do ambiente vantajoso para que, remanejado a paragens inferiores possa, pelos mecanismos da comparação – atributo racional de suas faculdades mentais – e também movido pelas saudades dos seus – burilamento de suas faculdades emocionais através dos sentimentos – mova-se ascendentemente a fim de reconquistar o que lhe foi perdido, dando-lhe desta vez o devido valor.
                   O mundo do qual viemos, a maioria de nós que atuamos na Linha do Oriente e muitos dos que nos leem, viemos de um mundo bastante próximo daqui, ainda que separado e para o qual a passagem nos é tolhida quase que definitivamente. A lembrança deste local, porém, é muito viva para muitos de vós, e se para lá fossem magicamente transportados, a um primeiro momento nada julgariam de anormal, pois se pareceria com a Terra que conheceis. Com o tempo então perceberíeis que a manipulação das energias dos elementos pode ser visualizada e a física daquele mundo opera de forma diferenciada, embora não possamos dizer que suas leis sejam alteradas ou divirjam do conhecimento que dela se dispõe na Terra, mas sim que lá este conhecimento está bastante além, e que, na verdade, a maior diferenciação se dá na percepção química que lá se tem da realidade, como se observássemos a aparente realidade a nosso redor (posto que tudo aquilo que julgais realidade será sempre somente aparente, e esse é um dos pressuposto das Leis da Grande Magia ) a partir ‘de dentro’, e não externamente, como um fenômeno a nós alheio.
                   Esta relação natural com os elementos chega até vós nos filmes e livros, e uma das razões porque foi proibida a magia e perseguidos os magos pelo poder dominante em seu universo é porque, de fato, ela sempre foi exterior ao seu mundo, e seus praticantes iniciais estrangeiros degredados de procedência desconhecida – pois não podíamos explicar nossa origem; seres estranhos, cheios de segredos e hábitos diferentes, muitos dos quais aparentemente irracionais e que deram origem ao termo ‘superstição’ entre vós.
                   Sobretudo procurávamos não nos misturar, e buscávamos encontrar um meio de voltar à ‘nossa casa’. Acreditávamos que através da Magia isso seria possível, entretanto, o contexto que aqui neste mundo essa palavra tem, não tinha para nós, pois era parte da ciência de funcionamento do nosso universo; assim, da mesma forma que, fossem vocês alçados até lá, se surpreenderiam por poder fazer e ver coisas que aqui não é possível, nós aqui nos vimos tolhidos, sem poder fazer uso de habilidades às quais estávamos habituados, pois eram parte de nós, assim como é parte do homem terreno, só que este não lhe sente a falta porque dela ainda não se assenhoreou. Imagine trasladar o pássaro para um mundo onde a atmosfera não lhe sustentasse o peso das asas, ou a um felino para um universo onde tenha de rastejar-se, ou ainda um músico para um universo onde as ondas sonoras não se propagassem. Assim sentíamos nós outros, exilados em terra árdua, amargurados, revoltosos com destino tão cruel e dispostos a tudo para retornar.
                   O objetivo deste livro é contar a saga de nosso povo, sobretudo como alerta, visto que a mesma determinação cósmica que atuou em nosso mundo eras atrás está a abater-se sobre o vosso, e os primeiros relâmpagos da tempestade  há um certo tempo tomam lugar em vossos céus, mares e desastres naturais. Muitos dos que ora desencarnam já aqui não voltam mais.
                   E a perda da Magia é dura, mas muito mais dura é a saudade de quem amamos a nos assolar. A hora é de despertar urgente, e é nisto que queremos colaborar,
                   Além de esclarecer e desmitificar a Magia livrando-a de conceituações infantis, como a que a divide em negra ou branca, visto que nem sequer esta denominação especifica corretamente as cores, posto que isto é coisa que nenhuma delas é, mas que a importância maior está na intenção, visto que com vela branca pode-se ofender o livre-arbítrio de alguém, e com uma simples vela preta se promover o bem.
         É também nosso mote promover o autoconhecimento humano, assim auxiliamos em trabalhos terapêuticos de diversas linhas, pois entendemos que sem conhecer a si mesmo não é possível conhecer a outra pessoa, muito menos amá-la, e em nome do Amor, ou melhor dizendo, sob a falsa capa de amor, muitas almas tem se comprometido carmicamente conosco pelo mau uso da magia, e hoje reencarnam sob tutela de nossos guardiões (exus) a fim de se redimirem em lides benéficas mais positivas, sobretudo na Lei Sagrada da Divina Umbanda, onde muitos dos nossos quitam suas dívidas para libertarem-se de pesados fardos do passado.
         Ainda é através do autoconhecimento que um descobrirá seus talentos a fim de aperfeiçoá-los devidamente através de estudo correto da magia, que para nós pode ser vista unicamente como uma ciência a serviço da evolução do espírito.
         Que a leitura lhe seja de bom proveito.

Salam Aleikum
Saravá
Jimbaruê
Balthazar, o negro
Zsabrina
Ming Chun Li
Jin Manchú

Zorhan

Copyright © Jennifer Dhursaille 2017 – Todos os Direitos Reservados


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Projeto cão Sem Fome - http://projetocaosemfome.com
Associação 101 Vira-latas - http://www.101viralatas.com.br
ABEAC ONG - http://www.abeac.org.br
Clube dos Vira-Latas - http://www.clubedosviralatas.org.br
Arca Brasil - http://www.arcabrasil.org.br
Rancho dos Gnomos - http://www.ranchodosgnomos.org.br
Sítio da Rejane - https://www.facebook.com/sitiodarejane
Animais Necessitados - https://www.facebook.com/groups/128539537500522/


quinta-feira, 20 de julho de 2017

Carta Onze - Animais na Intraterra



Carta Onze
 Animais na Intraterra

[Trecho do livro CARTAS DA INTRATERRA, 
Copyright Jennifer Dhursaille 2017 Todos os Direitos Reservados.  
Permitida a reprodução integral com citação da autoria e link relacionados ao final desta postagem. Primeira publicação deste texto de forma individual em 20/julho/2017
Fonte: Blog da autora]

26/03/17

            Saudações aos Irmãos da Superfície!

            Somos um Povo, uma Terra e um só coração buscando a libertação de nossos temores a fim da Integração que há de nos conduzir ao próximo estágio da nossa Evolução.

            Neste caminho que se abre diante de nós e, em verdade no caminho que seguimos até chegar aqui, só o fizemos e só o faremos com o auxílio de outros poderes, das forças que sustêm os caminhos da Criação. Para que a vida humana não pereça, os reinos mineral e vegetal necessitam pavimentar a sua manifestação, e ainda um passo à frente deles o Reino Animal se destaca nos serviços prestados à manutenção da existência humana.

            Nesse campo a atuação dos Devas e das Matrizes Gerenciadoras das Espécies que têm povoado o globo terrestre é muito maior do que é atualmente compreendido por vocês.

            Para adentrar nesse contexto é preciso referendar o conceito da Biblioteca Viva, conforme já foi transmitido a vocês em outras obras canalizadas, sobretudo com o aval dos Pleiadianos*, para que tal conhecimento fosse tomado também por vocês, mesmo enquanto seres que ainda transicionam entre a 3ª e a 4ª Dimensão. Foi julgado por eles que a ciência sobre o funcionamento e a importância desta “biblioteca”, que é extremamente estimada mesmo por seres que habitam outros orbes, lhes ajudaria a elevar sua frequência vibratória, ao aumentar o seu apreço pelo precioso mundo material que os cerca.

            Resumindo o conceito em um parágrafo, seu planeta foi depositário há milhões de anos de códigos genéticos raros, alguns plenamente manifestos e outros escondidos em fitas e desdobramentos no DNA de todas as espécies ‘vivas’, senscientes ou paracientes, como os minerais, que não estão ‘vivos’ como vocês compreendem, porém possuem sua ciência e são capazes de perceber e atuar sobre o meio ou sobre outras formas de vida. Em outras palavras, cristais e minerais em geral são capazes de percepção, e através de uma leitura interpretativa, podem ser programados a recodificar as energias por eles identificadas. De fato, os cristais são os primeiros ‘robôs’ ou princípios de inteligência de origem orgânica que podem ser reprogramáveis a fim de corrigir um sistema, por isso este é o primeiro reino a se estabelecer na maioria dos planetas que estão destinados a receber a vida ou a servir em um papel secundário à manutenção desta vida, como satélites ou estrelas-irmãs ou quaisquer corpos celestes cujas órbitas se retroalimentarão. Em um nível mais complexo situa-se o reino vegetal, ao qual caberá as funções de nutrição e cura das formas de vida que ali se desenvolverão. Em cada elemento cuidadosamente posto aqui de forma a não desestabilizar todo um ecossistema, seres de planetas muito distantes esconderam algo de muito valioso para si. Toda a natureza é um imenso “back up” de outras galáxias – inclusive a vida humana, construída a partir da contribuição de diferentes linhagens extraterrestres, é preciosa, pois representa uma “salvaguarda” de proporções gigantescas, cada ser vivo contendo a cópia de uma parte de um banco de dados que não pode ser encerrado em ‘livros’, ‘discos’ ou de qualquer outra forma mais eficiente. A cada era, abduções ocorrem unicamente para atualizar esse sistema, e assim vocês também evoluem.

            Dentro dessa atualização de dados, nenhuma se faz mais importante para vocês do que as que se referem à vida animal. Pois não apenas eles contêm seus próprios códigos de reprodução de formas de vida primárias, secundárias e terciárias dentro de si, como encerram – além dos protótipos primordiais de sua espécie – partes essenciais do sistema fundamental para o equilíbrio e regeneração da vida humana.

            Um tigre não é apenas um tigre – ele contém as matrizes de uma antiga espécie felina que originou diversas outras em muitos orbes em galáxias distantes. Ele é uma variante dessa genética muito antiga adaptada às condições de tempo e espaço da sua realidade presente. Se essa espécie se perder em um planeta distante, há uma chance para se desenvolver uma linhagem secundária e similar a partir dos códigos genéticos escondidos dentro do belo felino que ora dorme nas tundras da Sibéria.

            Tal já bastaria para que ele fosse entesourado por todos nós, porém ainda há mais. Não somente o tigre serve como reservatório de dados da espécie felina. Ele também guarda em sua energia, em sua contraparte astral códigos de poder, restabelecimento e cura da Alma Humana. Isso é, há muito, do conhecimento dos antigos xamãs da Terra, e inclusive originou práticas deturpadas de medicina tradicional, que buscavam extrair esse poder, esses códigos de cura, através da ingestão ou do uso supersticioso de partes do corpo desse animal. Da mesma forma que arrancar a picaretadas um pedaço de um computador a fim de carregar consigo uma parte de suas memórias ou de sua capacidade não apenas é inútil como demonstra uma ignorância bárbara sobre o que é e como funciona uma máquina projetada para executar e responder comandos, as dádivas que os animais têm a oferecer não podem lhes ser tiradas à força nem obtidas a partir da corrupção de sua natureza original.

            Um tigre contém uma poderosa medicina dentro da energia conhecida por vocês como YANG, ela pode acessar a força masculina de forma bastante elegante e centrada, sem incorrer nos gastos de energia desnecessários que são bastante comuns nos elementos do sexo masculino. O tigre ajuda a direcionar esta energia, auxilia o homem a entender o seu próprio poder e propósito; sua energia pode trazer prosperidade, fertilidade e vitória em decorrência do acesso, da harmonização, entronização e sustentação desse canal energético dentro de si.

            Este é o princípio de uma prática comum pelo universo afora que vocês chamam de Xamanismo; para os seres de Consciência estelar ela se baseia no acesso de energias bases ancestrais e universais, presentes em vários lugares e repassada com variações em diferentes galáxias. Ela representa o princípio daquilo que compreendemos como nosso Sistema de Cura: re-conexão, re-estabelecimento, re-generação, re-codificação, re-vitalização dos sistemas energéticos que se manifestam em cada ser de forma única.

            Ao estabelecer uma sintonia com o tigre, as informações contidas no código genético do animal influenciarão o ser humano que está em defasagem energética. O mesmo ocorre com toda e qualquer vida neste planeta. Cada pequeno animal é detentor de um pequeno milagre, uma grande cura e graça sem igual.

            O estabelecimento dessa sintonia capaz de permitir a transferência de códigos que causará a cura dá-se por diferentes métodos, de acordo com o local, o tempo e a capacidade de cognição do(s) ser(es) que recebe(m) ou capta(m) da Teia Planetária, dos registros akáshicos, a informação e a forma de conseguir essa conexão, mas ela deve ser sempre embasada em Amor e Respeito pela essência daquele animal que contém a dádiva que se pretende acessar.

            Muitas espécies têm se extinguido da Superfície, e como várias consequências do que pode ser entendido como um ato de vandalismo dos próprios seres humanos para com uma “Biblioteca” de alcance interestelar, muitas naves distantes já estiveram aqui recuperando seus códigos para levá-los para algum outro lugar onde possam ser mantidos em segurança. Alguns animais se refugiaram na Intraterra, porém muitos já se perderam para sempre e não serão restabelecidos aqui. Os humanos que necessitarem deles como medida terapêutica terão de esperar talvez milênios até encontrarem uma outra forma ou terem outra chance para se reconfigurar sem a dádiva que esses animais extintos poderiam ofertar.

            Quando um animal entra em extinção por causas naturais, como o foram os dinossauros, por exemplo, significa que seus códigos e sua ‘medicina’ não será mais necessária, porém uma forma de back up natural permanece em todos os seres que chegaram a uma conclusão no processo de apropriação da energia que aquele animal provia. Quando a extinção não se dá por causas naturais, esse processo não ocorre e a espécie hominídea vigente fica desprovida de meios de alcançar essa vibração novamente para a sua reestruturação energética.


            Na Intraterra essa compreensão limita de certa forma nossa interação com as formas de vida animal. Por todos os fatores acima descritos compreendemos que quanto menos influenciarmos seus habitats e sua forma de vida e de expressão, melhor contribuiremos para a manutenção de seu bem estar e consequentemente do nosso, enquanto espécies co-dependentes que dividem o globo.

            Isso não impede que alguns animais se aproximem de nós e de nossas cidades voluntariamente. Sempre existiram espécies vivendo no centro da Terra e na faixa temporal da 4-D na qual nossa atual existência se encaixa, e nós, que viemos depois, procuramos nos adaptar sem importuná-los. Alguns desses animais são imensos para os padrões da Superfície e permanecem fora dos limites de nossas cidades; outros sempre buscaram nossa companhia e alguns até mesmo gostam de dividir sua existência conosco e desenvolvem atividades que lhes auxiliam a obter auto maestria dentro de sua espécie. Essas mônadas existem em diferentes sistemas estelares, de animais cujo estado de consciência se aproxima do hominal e por isso procuram estabelecer conosco parceria. Os seres que coordenam o desenvolvimento de sua espécie podem se comunicar conosco, e embora vocês pudessem compreender essa parceria como uma forma de ‘trabalho’ conjunto, esses animais são, dentro de um determinado patamar, de uma escala de comprometimento, livres para ir caso não desejarem mais desempenhar suas funções junto a nós. De nenhum a maneira é um animal confinado escravizado ou submetido à tortura dentro da Intraterra; alguns são acondicionados, porém, quando de alta agressividade e ocorre algum tipo de confronto entre espécies fora dos limites das cidades nos quais precisamos intervir.

            Na Intraterra não existem ‘animais de estimação’ à semelhança do que ocorre na Superfície, pois entendemos que toda a criação deva ser estimada e todas as formas de vida respeitadas, assim como não nos parece ético privar um animal de seu estilo de vida original para mantê-lo à semelhança de um bibelô dentro de nossos lares, por vezes, porém, pode ocorrer de um animal se aproximar de um indivíduo ou de uma família, ou ainda de um aglomerado de intraterrenos, humanos ou não, e procurar integrar-se à rotina deles; aparentemente se afeiçoam a um indivíduo ou ao grupo. De fato isto tem ocorrido mais frequentemente à medida que os prazos da Transição se fecham e creditamos isso ao êxodo de várias espécies animais da Superfície para a Intraterra. Muitos animais, sozinhos ou em família, têm encontrado as embocaduras para a Intraterra. Acreditávamos que eles as reconheciam antes, mas sentiam receio em ultrapassar as frequências de barreira vibracionais, porém aparentemente eles têm preferido enfrentar o desconhecido a permanecer em seus antigos habitats. É provável que tenham sido expulsos ou sentiram-se sob forte ameaça. Eles têm sido bem-vindos aqui, porém como nosso próprio mundo também passa por uma Transição, não sabemos se poderemos oferecer as condições de que eles necessitam enquanto espécie para prosperar no futuro que ainda desconhecemos em sua plenitude. Temos procurado oferecer a eles simulacros das condições naturais em que viviam na Superfície a fim de interferir o menos possível em sua estrutura psicorgânica. Raros são, porém existem, animais que dividem um lar junto aos intraterrenos.

            Observamos atentamente, contudo, e mantemos constante vigilância a determinados agrupamentos animais tanto da Superfície quanto na Intraterra, que beiram a extinção e possuem condições de reorganização vibratória para serem transferidos para a Intraterra quando e se tal necessidade se fizer presente.

            É importante frisar que não podemos e não estamos ‘salvando’ todos os animais da Superfície que estão sendo extintos e com quem vocês dividem a valiosa experiência da vida. De fato vocês poderiam fazer muito mais por eles do que nós. Assim como vocês não podem ser trazidos ‘à força’ para cá sob risco de desestruturação energética, assim também eles não podem, então somente alguns poucos, que por algum motivo estão modificando seus próprios códigos de frequência espontaneamente – ou os tendo modificados por seres superiores à nossa própria compreensão, os Guardiões das próximas dimensões, os seres que regulam os acessos vibratórios às frequências imediatas que devemos atingir durante a Transição Planetária, que raramente se manifestam diante de nossa própria visão dentro da 4ª e 5ª Dimensão.

            Para encerrar esta comunicação, peço que considerem por alguns momentos, se possível todas as noites, três categorias de seres que dividem a existência com vocês e com os quais a sua sintonia amorosa é capaz de criar um poderoso vórtice de geração energética com potencial de alavancar enormemente, em proporções realmente inimagináveis, a expansão de consciência desejada para que os portais das próximas dimensões, dos próximos níveis de existência onde será possível a transmigração da vida, se abram suave e definitivamente diante de vocês, ocasionando a nossa reunião em uma doce e grata surpresa, desviando-os de um caminho que ao ser trilhado só trará dor e lamento.

            Pensem nos oceanos que banham a Terra e nos seres gigantes que ecoam sons ancestrais. Nadando entre abismos submarinos, fendas intraoceânicas e capazes de aguentar sobre seus corpos um nível de pressão impensável para todos nós, eles são os verdadeiros e primordiais guardiões da vida neste planeta. Nossos avós, o Povo Cetáceo, está partindo. Agora neste exato momento eles estão retornando à sua e à nossa – particularmente minha Terra Natal – às paragens sirianas. Ouçam em seu coração, como uma meditação noturna, azul e profundamente tranquilizadora, antes de dormir, os sons de seus corações ecoando dentro do nosso, ressoando antigas canções de impacto milenar ancestral que reconfigura o nosso DNA em padrões de força e fé na sobrevivência da vida, do amor, da herança divina. Eles partem, mas deixam conosco a profundidade de sua fé no seu amor ancestral.

            Pensem nos animais que dividem a sua rotina agora, os pequenos companheiros de existência que os têm amado mais do que alguns de sua própria espécie; eles foram alterados geneticamente, alguns para servi-los na lida diária e outros para entretê-los e lhes fazer companhia. Mas eles os amaram e embora nada saibam sobre os tempos que se avizinham, eles desejam apenas e tão somente a sua companhia. Tão pequenos e dependentes que são, frágeis da boa fé humana, eles sabem a única coisa que realmente lhes importará e a nós todos durante os momentos finais da Grande Transição: Tudo o que eles querem é o que mais quereremos: a chance de permanecer junto àqueles que amamos.

            E por último peço que remetam seus pensamentos em direção a uma classe de seres que geração após geração tem nascido em seu mundo apenas para servir e conhecer a dor e o sofrimento, tanto físico como moral, pois que animais sentem angústia pela separação dos seus, medo pelas energias que sentem no ar, eles temem pela sua vida e sabem que o fim dos seus também se aproxima; eles têm nascido em dor, de mães que só conhecem a dor, para uma breve vida de dor de onde partirão em mais dor. Suas vidas foram mecanizadas e eles são considerados objetos. Eles fazem parte do mais baixo nível de sustentação do seu sistema, espelhando a mesma mecanização, objetificação e cruel tortura de que vocês mesmos são vítimas. Considerar o que ocorre com a vida desses animais algo ‘normal e aceitável’ faz parte do condicionamento hipnótico que domina vocês e governa suas instituições de modo que vocês também achem normal o que se passa com vocês. O micro reflete o macro e a alma desses animais está escravizada a esse ciclo de tortura enquanto a de vocês aí também permanecer imóvel, incapaz de se rebelar e ousar questionar e decidir não fazer mais parte do jogo de sadismo que impera entre vocês. Esses animais, dentre todos, são os que possuem as almas mais dóceis e amoráveis, e eles estão presos dentro desse ciclo por um complexo mecanismo de ressonância à sua própria escravidão humana. Eles só podem se libertar após o homem conseguir se libertar dos grilhões que aprisionam seu livre-arbítrio e sua força de vontade.

            Enviem sentimentos de Amor, Gratidão e Perdão a todos esses seres.

            Quando fazemos isso uma poderosa ponte energética se cria tornando possível a comunicação entre espécies, e sobre essa ponte uma carga de informações muito valiosa e misteriosa atinge as cordas de que são feitas as fibras do coração do homem e lhe transmitem conhecimentos que a mente não pode cessar de outra maneira.

            No centro do peito está o chakra da integração, o local onde o verdadeiro conhecimento pode ser acessado. Neste ponto, ligado a outro chakra, o umeral, nascem simbolicamente as asas do homem, e é neste momento de sua jornada que ele, por assim dizer, se torna anjo, e é capaz de voar pois agora compreende a ligação entre si mesmo e todas as formas da criação no além-tempo do Eterno Agora, onde passado, presente e futuro se fundem.

            Os anjos não podem ser aprisionados a falsos sistemas, pois são criaturas que através do amor conhecem a si mesmas assim como a seus irmãos, e sabem que todos contribuem para a magnificência da criação.


George AdrilLen


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* Vide as obras de Barbara Marciniak

quarta-feira, 19 de julho de 2017

MAPEAMENTOS MULTIDIMENSIONAIS: COMO SÃO FEITOS OS ATENDIMENTOS AOS CONTATADOS?

COMO SÃO FEITOS OS ATENDIMENTOS AOS CONTATADOS?



Muitas pessoas têm me procurado em pvt para saber sobre Tarot, Mapeamentos e Atendimentos em geral – não apenas mas especialmente – para contatados.

O trabalho de orientação e aconselhamento espiritual é feito por mim, coordenado por um guia espiritual, um dos muitos espíritos que assessoravam o trabalho da famosa madame Lenormand, que criou seu próprio baralho do mesmo nome, a cigana Szabrina.

Há 28 anos, atendia em casa e em espaços como a lendária Alemdalenda, Maktub, Clínica Uniser, entre outros. Sempre utilizei Runas, Tarot, Baralho Cigano e Ogham – o oráculo das árvores celtas.
Ao longo de quase 3 décadas o trabalho foi adquirindo seu próprio ritmo e mesmo o meu aprendizado com eles foi dando novas cores ao atendimento, tornando-o mais ‘objetivo’, por assim dizer. No início, por exemplo, eu ‘oferecia’ essa variedade de oráculos para que a pessoa escolhesse o que melhor se afinizasse ou que eu intuísse que fosse melhor para trabalhar com os próprios guias espirituais da pessoa em busca das respostas que ela procurava; porém ficou claro que independente de qual ferramenta utilizada, se Tarot, Runas, baralho cigano ou Ogham, as respostas eram sempre as mesmas.

Isso ocorre porque na verdade o que um oraculista, xamã, médium ou mesmo um bom terapeuta faz é acessar o campo energético em volta da pessoa, traduzi-lo em palavras e traçar um diagnóstico de ação que leve aos melhores resultados possíveis.

Falando dessa forma, cai muito do misticismo por terra, mas na verdade é isso mesmo, independente do material utilizado, no fundo é um trabalho bastante técnico.
Quando fiz curso de Reiki, dei uma ‘consulta’ à minha mestra através da leitura dos chakras dela. É possível fazer leituras sem utilização de objetos quaisquer.
Em meus muitos cursos de Tarot, Runas e Baralho Cigano que dei ao longo da vida, sempre ensinei meus alunos que o Tarot não é sagrado, NADA é sagrado por si, tudo são apenas meros objetos que adquirem sacralidade ou não a partir do uso que você dá a eles.Quando se entra no espírito oracular, tudo pode servir como método e ferramenta, de uma caixa de lápis de cor a bolinhas de gude.
Por isso existe leitura na borra de café, nas folhas de chá e até nas nádegas há quem faça leitura hoje em dia. Os chineses sabiam ler no corpo os sinais que representam padrões de pensamentos e emoções que acabam por se manifestar na forma de doenças.
Os antigos druidas chamavam esse processo de Scrying, era feito observando a natureza, o vôo das aves, o cair das folhas das árvores, o comportamento dos animais. Quem mora no mar aprende a ouvir o mar, os ventos e as ondas falam, nos contam segredos, nos avisam sobre mudanças... Não precisa ser um bruxo ou uma bruxa para aprender que o oceano é vivo, e cheio de histórias para contar a quem se detiver um minuto para ouvir...

À medida que me tornava uma terapeuta também passei a questionar a validade de informações fornecidas numa consulta que não podem ser postas em prática, e passei a aliar florais, ervas, cristais – e futuramente teremos HOMEOPATIA também! – para oferecer um auxílio energético que possibilitasse ao cliente realizar as mudanças necessárias em sua vida.

Depois do processo de Despertamento pelo qual passei e conto nos meus livros e nas entrevistas ao Programa Tocando o Oculto, que estão disponíveis no Youtube, fui direcionada a focar este trabalho que sempre fiz para procurar auxiliar os contatados, abduzidos e sementes estelares.
Não sendo uma psicóloga, uma hipnóloga, nem mesmo uma ufóloga propriamente dita, apenas uma pesquisadora e vivenciadora desses assuntos, não imaginava como poderia ajudar pessoas que estão frequentemente sofrendo com muitos traumas e incertezas. Mas os Seres com quem me comunico disseram: “Cada um dá aquilo que tem, e todos têm algo a oferecer.”
Sendo assim, eles têm me instruído a utilizar as Runas – ditas por eles como sendo uma remanescência de um alfabeto extraterrestre multidimensional e ao mesmo tempo símbolos de um sistema de Reiki modular, junto ao UFO Tarot, que adquiri também por orientação desses seres, um trabalho artístico de Arturo Picca que retrata 78 cenas ligadas a OVNIs, alienígenas e os seres humanos em um momento catártico de contato, para auxiliar a responder as perguntas que são realmente as mais importantes:

- O que vim fazer aqui?
- Qual meu campo de atuação na Terra,?
- Qual meu principal papel durante a Transição?
- Como entrar em contato com minha Linhagem Estelar?
-QUEM SOU EU VERDADEIRAMENTE???

Os contatados reais devem saber que somente eles mesmos terão as respostas definitivas diretamente junto à sua família estelar, pois a missão de uma Semente Estelar é sempre confidencial, porém através deste trabalho procuro dar as coordenadas desde os aspectos da saúde física, emocional até dicas de materiais para alimentar o intelecto úteis para auxiliar a mente a se predispor ao contato, textos, livros, técnicas e etc, proporcionando assim que o contato HABILITE-SE a encontrar as próprias respostas.

Geralmente o contatado erra ao pensar que precisa SE TORNAR algo, vir a ser, para estar apto ao contato, mas na realidade o que ele mais precisa é LIVRAR-SE daquilo que não é ele realmente, das muitas camadas do ego que ele assumiu e que turvam a manifestação de sua essência verdadeira.

Por conta desse objetivo, não faço mais consultas simples de Runas, Tarot, nem mapas astrais convencionais. A fim de poder traçar um perfil abrangente de quem me procura para auxiliar no seu próprio processo em busca de respostas, utilizo um sistema que até agora é o que os mentores deste trabalho têm recomendado: um MAPEAMENTO MULTIDIMENSIONAL.

Um MAPA energético que rastreie nas muitas camadas dimensionais e nos múltiplos Eus manifestos – Avatar, Corpo Astral, Duplo Etérico, Eu Matriz, Eu Superior, Eus regressivos, progressivos e paralelos -  que permita averiguar o que a pessoa veio fazer aqui, as energias que ela herdou da família biológica humana e as direções onde sua energia tem facilidades e dificuldades em se manifestar. Forneço dados astrológicos e explico como funciona o mapa, mas não ofereço textos detalhados sobre cada aspecto astrológico do mapa, pois o que me interessa é na verdade a MANDALA formada no desenho do céu no momento do nascimento da pessoa, é dali que vêm muitas das informações que busco para compreender a jornada de vida de cada Semente Estelar.

Já trabalhei com numerologia cabalística básica, porém os resultados repetiam os obtidos por outros meios, por isso esse recurso não está mais sendo utilizado.

No caso de não haver consciência por parte da pessoa de ser realmente contatada/abduzida é utilizado um Tarot convencional para leitura do campo energético presente, geralmente utilizo o Tarot Lord of the Rings (Tarot do Senhor dos Anéis) ou o Tarot das Bruxas.

Não utilizo para este trabalho o Baralho cigano, pois ele foca mais em questões passageiras, que não é o objetivo deste trabalho.

A Revolução Solar Astrológica também é checada para verificar o período em que a pessoa se encontra neste momento da sua jornada.

As Runas e o UFO Tarot abrem as portas para canalizar o conteúdo informativo referente a Linhagem Espiritual da pessoa, neste momento poderá ocorrer informações referentes a vidas passadas e\ou paralelas, revelação de perspectivas ou detalhes referentes à missão que a pessoa veio desenvolver aqui na Terra neste momento no tempo-espaço.
Este é o momento da leitura em que nos abrimos, a semente estelar que procura respostas e eu, para recebermos aquilo que é apropriado e bom para o momento.

Como dito anteriormente, sigo as diretrizes que me são passadas de não revelar aquilo que cabe a pessoa descobrir por si em sua própria jornada de autoconhecimento, leve o tempo que levar. É muito pouco ético afirmar a linhagem estelar de alguém se você não pode provar, além de que isso passa a impressão de que esse tipo de informação é possível somente a alguns. NÃO É.
TODOS podem acessar sua própria linhagem estelar.

Fazendo uma analogia, o serviço que ofereço aos contatados não é um serviço de taxi ou traslado que promete levar a pessoa até seu planeta de origem e oferecer um guia de respostas prontas, dizendo que a pessoa é  do Planeta X, o que ela veio fazer e como deve fazer. Aqueles que fazem isso estão usurpando o poder que você tem de ser seu próprio mestre.
O que ofereço aos meus irmãos é um serviço de OFICINA MECÂNICA, onde diagnósticos e reparos serão feitos no seu veículo para que você siga viagem e decida seus próprios caminhos. Espero que você um dia volte e me diga pra onde foi, o que descobriu e o que tem feito de bom com essas descobertas!

Procuro trabalhar fora do conceito de ‘clientela’, criando dependentes. Espero que uma consulta baste para te dar as informações e as direções que te levarão ao seu destino.

Todas as consultas são feitas à distância após fornecimento dos dados de data, horário e local de nascimento e do local onde passou o último aniversário.  Depois é marcado um horário para uma conversa por Skype ou telefone para elucidar as questões e parte do material (dados astrológicos, fotos das consultas** e receitas florais)* já enviado de forma escrita.

*A análise do mapa astral leva também a uma receita de floral pessoal válida para a vida toda, que visa auxiliar energeticamente a Semente Sstelar executar as mudanças necessárias em sua vida, equilibrando suas emoções e oferecendo um respaldo energético natural.

**É enviada foto com o nome da pessoa junto às Runas ou Tarot para que a pessoa comprove que realmente foi realizada uma consulta específica para ela.

A análise do Mapa Astral e da Revolução Solar, a tirada das Runas e do Tarot (LOTR, das Bruxas ou UFO Tarot) mais a receita floral e muitas dicas que variam de caso a caso e podem incluir desde de orientações para usos de cristais no chakras, receitas fitoterápicas ou um trabalho online de alteração de linhas temporais, além da indicações de outras terapias que se façam valiosas como Apometria, Constelação Familiar, Vivências Xamânicas e outras, poderão ser indicadas de acordo com a necessidade caso a caso. Em casos mais complexos recorro a medicina do Pai Rapé para compreender o melhor caminho a ser seguido.

Junto aos dados, as pessoas podem enviar seus relatos, dúvidas e questões que gostariam que fossem acessadas através da consulta, sejam de ordem pessoal, familiar, profissional ou espiritual, enfim podem e devem relatar os motivos que as levarão a procurar um serviço de aconselhamento metafísico e diagnóstico multidimensional.

Todo esse serviço diagnóstico sai por R$250,00, a serem pagos via depósito bancário em conta da Caixa Econômica Federal.

Todos os meses abrimos um número limitado de vagas para esse trabalho.
Se você tem interesse ou conhece alguém que poderia se beneficiar, por favor compartilhe com os amigos.

Curta a Página Terra Stellar ou siga meu perfil pessoal no Facebook para acompanhar as vagas de atendimento disponibilizadas mês a mês.


Jennifer Dhursaille