terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia dos Namorados

Nesse Dia dos Namorados, esse texto diz tudo que eu desejaria que quem tem um amor pudesse vivenciar.
💕👩‍❤️‍💋‍👨💖
Ter uma pessoa na sua vida, em 'parceria verdadeira' transcende qualquer experiência espiritual, pois quem AMA está em conexão direta.
Mesmo que você esteja aqui 'atolado' na 3D, lidando com suas questões emocionais, quebrando paradigmas e velhos padrões mentais, lutando para conseguir manifestar sua essência, buscando equilibrar a saúde (ou as finanças!)... se você AMA de fato alguém, mas ama DE VERDADE, uma parte de você ESTÁ CONECTADA à Fonte Criadora de forma permanente, consciente e sem oscilações.
💫💗💞
Esse sentimento vai te guiar na busca por tudo aquilo que te falta ainda conquistar, entender ou manifestar.
Se você tiver 1% de Amor, esse 1% vai te levar inexoravelmente a iluminar todos os outros 99%.
Então se você tem uma pessoa hoje com a qual é possível para você experimentar esse sentimento, louve a Deus por lhe permitir a oportunidade dessa guiança, apesar de tudo mais que possa haver na sua vida que lhe pareça 'difícil, desconectado ou incorreto'.
Confie nessa guiança, porque esse guia não falha.
Ame sem limites porque essa é a única coisa que vale a pena aqui ou em qualquer dimensão.
Jennifer Dhursaille




Sexo Tântrico não é um curso ou repertório de técnicas...
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Observação: nada contra cursos, pois os cursos apresentam recursos para auxiliar nas experiências e percepções que o Tantra visa despertar - diria que o Tantra flui depois do curso. No entanto, as pessoas tendem a transformar o Tantra ou o Sexo Tântrico em produto ou experiência específica.
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“O Tantra é um caminho natural para Deus, o caminho normal para Deus. O objeto é tornar-se tão instintivo, tão sem mente que nos fundimos com a derradeira natureza – que a mulher desaparece e se torna uma porta para o derradeiro, que o homem desaparece e se torna uma porta para o derradeiro.
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Essa é a definição tântrica da nossa sexualidade; o retorno à inocência absoluta, a unidade absoluta. A maior excitação sexual de todas não é uma busca por excitações, mas sim um esperar silencioso – completamente relaxado, completamente sem mente. A pessoa está consciente, consciente apenas de estar consciente. A pessoa é consciência. A pessoa está contente, mas não há conteúdo nisso. E então há uma grande beleza, grande benção.
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O interrogador pergunta: “O que é sexo tântrico…um sexo que é meditação baseada em certas técnicas?”
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Se você estiver muito orientado em técnicas, perderá o mistério do Tantra. É Pseudo-Tantra que é baseado em técnicas porque se as técnicas estão lá, o ego estará lá, controlando. Então você estará fazendo isso – e fazer é o problema, fazer traz o fazedor. O Tantra tem de ser um não-fazer; não pode ser técnico. Você pode aprender técnicas – você pode aprender uma certa respiração para que o coito se prolongue. Se você respirar muito, muito lentamente, se você respirar sem nenhuma pressa, então o coito se prolongará, mas você está controlando. Não será selvagem e não será inocente e também não será meditação. Será a mente – como pode ser meditação? A mente estará controlando. Você nem sequer pode respirar rapidamente, você tem que continuar respirando lentamente – se a respiração é lenta, então a ejaculação levará mais tempo, porque para a ejaculação acontecer a respiração tem de ser rápida e caótica. Ora, isto é técnica, mas não Tantra.
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O verdadeiro Tantra não é técnica, mas amor. Não é técnica, mas oração. Não é orientada pela cabeça, mas um relaxamento no coração. Por favor lembre-se disso. Muitos livros foram escritos sobre o Tantra, todos eles falam sobre técnicas, mas o verdadeiro Tantra não tem nada a ver com técnica. O verdadeiro Tantra não tem nada a ver com técnica. Não se pode escrever sobre o verdadeiro Tantra. O verdadeiro tem de ser absorvido. Como absorver o verdadeiro Tantra? Você terá de transformar toda a sua abordagem.
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Ore com a sua mulher, cante com a sua mulher, brinque com a sua mulher, dance com a sua mulher, sem idéia de sexo. Não continue a pensar, “Quando é que vamos à cama?” Esqueça isso. Faça algo diferente e perca-se nisso. E um dia o amor vai surgir a partir desse estado de estar perdido, de repente você verá que está fazendo amor e você não está fazendo. Está acontecendo, você está possuído por ele. Então você terá a sua primeira experiência Tantra – possuído por algo maior que você. Vocês estavam dançando ou cantando juntos ou estavam orando juntos ou meditando juntos e repentinamente descobrem que ambos se moveram para um novo espaço. E vocês não sabem quando começaram a fazer amor; você também não se lembra. Então está sendo possuído pela energia do Tantra. E pela primeira vez você verá uma experiência não técnica.”
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Osho, This Very Body the Buddha, Vol. 1, Capítulo #8
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Daniel Gyanrahi, Educador e Terapeuta


APENAS A PRESENÇA DO AMADO E VOCÊ FICA FELIZ
Nada pode destruir o amor. Se ele estiver lá, vai crescendo. Mas meu sentir é que, em primeiro lugar o amor não está presente. Você engana a si mesmo; alguma outra coisa estava lá. Talvez o sexo estivesse lá, o apelo sexual estava lá. Assim isso vai ser destruído, porque uma vez que você amou uma mulher, então o apelo sexual desaparece, porque o apelo sexual é apenas com o desconhecido. Uma vez que você prova do corpo da mulher ou do homem, então o apelo sexual desaparece. Se seu amor era somente apelo sexual assim ele está fadado a desaparecer. Portanto nunca interprete mal o amor por alguma outra coisa. Se o amor for realmente amor...
O que quero dizer quando falo “amor verdadeiro”? Quero dizer que só estando na presença do outro você subitamente se sente feliz, apenas estando juntos você fica extático, apenas a presença do outro preenche algo profundo em seu coração... alguma coisa começa a cantar em seu coração, você entra numa harmonia. Somente a presença do outro lhe ajuda a ficar junto; você se torna mais individual, mais centrado, mais baseado. Isso é amor.
O amor não é uma paixão, não é uma emoção. Amor é um profundo entendimento que alguém de alguma maneira lhe completa. Alguém lhe torna um círculo completo. A presença do outro valoriza sua presença. O amor dá liberdade para ser você mesmo; não é possessivo.
Então, observe. Nunca pense em sexo como amor, senão você ficará decepcionado. Fique alerta e quando você começar a sentir com alguém que só a presença, a pura presença – nada mais, nada mais é necessário; você não pede coisa alguma – só a presença, apenas porque o outro está, é bastante para lhe fazer feliz... alguma coisa começa a florescer dentro de você, mil e um lótus brotam... assim você está apaixonado e então você pode passar através de todas as dificuldades que a realidade cria. Muitas angústias, muitas ansiedades – você será capaz de superar todas elas, e seu amor estará florescendo cada vez mais, porque todas essas situações se tornarão desafios. E seu amor, superando-os, ficará cada vez mais forte.
Amor é eternidade. Se estiver presente, então ele vai crescendo cada vez mais. O amor conhece o princípio, mas não conhece o fim.
Osho, The Discipline of Transcendence, Vol. 1, Discurso #2

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Despertamento e Linhas Temporais - 1,2 e 3



Vídeo 2: De Ator a Autor
https://www.youtube.com/watch?v=A_gdeyN_hyo


Vídeo 3: Celebridades - Alteradoras ou Usurpadoras de Linhas Temporais
https://www.youtube.com/watch?v=ROmRTc8TiIM

Franz Kafka e a Boneca


Um ano antes de sua morte, Franz Kafka viveu uma experiência singular.
Passeando pelo parque de Steglitz, em Berlim, encontrou uma menina chorando porque havia perdido sua boneca.
Kafka ofereceu ajuda para encontrar a boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar.
Nao tendo encontrado a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. A carta dizia : “Por favor, não chore por mim, parti numa viagem para ver o mundo. ”.
Durante três semanas, Kafka entregou pontualmente à menina outras cartas , que narravam as peripécias da boneca em todos os cantos do mundo : Londres, Paris, Madagascar…
Tudo para que a menina esquecesse a grande tristeza!
Esta história foi contada para alguns jornais e inspirou um livro de Jordi Sierra i Fabra ( Kafka e a Boneca Viajante ) onde o escritor imagina como teriam sido as conversas e o conteúdo das cartas de Kafka.
No fim, Kafka presenteou a menina com uma outra boneca.
Ela era obviamente diferente da boneca original.
Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”.
Anos depois, a garota encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta.
O bilhete dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.
Franz Kafka e a Boneca Viajante

quarta-feira, 6 de junho de 2018

A História de Zé do Laço


Os seres hoje libertos da 3D costumam contar como superaram suas dores e os desafios da Roda de Sansara, como forma de nos inspirar a conseguir o mesmo. 
Mas nesse processo, apesar do conhecimento adquirido sobre as Leis da Espiritualidade, perdemos 'o brilho', o viço da esperança pelos massacres constantes à nossa paz de espírito e equilíbrio.
Tive a honra de psicografar muitas histórias, mas para mim nenhuma mais especial do que esta, dada muitos anos depois do primeiro contato com a entidade, a primeira que sintonizei que se identificava com uma falange atuante na Umbanda.
Zé é sempre sorriso, sempre alegria, sempre solução. E sempre me dizia: "Um dia te conto minha história". 
Quando ele o fez, senti na pele o terror que só quem tem dentro de casa a fonte da inquietude conhece. 
Uma coisa é a depressão causada pelo desemprego, pela falta de grana, pela solidão; outra bem diferente é ter sua paz e integridade constantemente ameaçada por violências dos mais diversos tipos. Há níveis e níveis de situações e a resiliência é um elástico, após certo nível perde sua forma; para que isso não ocorra, é preciso não perder de vista o sentido de autopreservação e não se auto-escravizar a conceitos sufocantes de subordinação ao sofrimento. 
Albano lutou por si e pelos seus, e em suas buscas indagava Deus o porquê de tudo aquilo.
Se você também já desejou colocar Deus e a Vida no banco dos réus, essa história é também para você.



Boiadeiros   

A História de Zé do Laço    

Capítulo I 




A História de Zé do Laço


Domingo de Páscoa
Capítulo I

            A História de Boiadeiro começa hoje.
            Hoje é o dia eterno do tempo.
            Para aquele que sofre o hoje é eterno. Ao que não dorme, a noite não passa. Ao intranquilo no espírito o suceder dos dias é corrente de água a enlouquecer o rio.
            Foi num dia como esses, em que a escuridão encega a alma e a dor no corpo não se faz silente, que Albano viu o escurecer nas paragens onde os cavalos 'baios'/selvagens se agrupavam para atravessar o reinado de Phebe. Era em meio a natureza que buscava asilo das discussões e intrigas que seus irmãos faziam, sempre indispostos a repartir, em igual pertence de valor, as terras, as roupas e até mesmo a comida que o pai lhes provia ou a mãe servia. Na casa onde a inveja faz moradia pelas contas devedoras, sempre inimiga de quem já no passado de ciúmes se movia e até hoje de qualquer atitude mais fraterna se desobriga, o caldo ainda quente esfria, o doce azeda e o salgado amarga o sabor de toda vida em família.
            Mas Albano corria; daquele cenário só sua mente desfazia ao avistar as árvores, sentir o vento no rosto e a alegria das viagens percorridas por cada um dos seus cavalos, que dali por vezes um tirara, treinava, domava e fama assim fazia. “Como podia Albano, moço assim tão quieto, fazer tanta serventia, e aquilo que ninguém mais podia, domar assim tão rápido alazão, crina-larga e pônei (antepassado dele, outro nome?) sem ferir a si ou ao bicho, e ainda manter suas maiores habilidades naturais intactas, coisas que outros domadores sempre perdiam em seus plantéis.
            Olhando o garanhão, as fêmeas recém-paridas, os jovens mangalargas em sua liberdade, Albano se sentia como um deles, isolado à revelia. Quisera também ser cavalo, correr para longe e nunca mais ouvir uma briga, pois que a dos cavalos pode ser bem perigosa, mas pelo menos, dá-se na dignidade do silêncio. Oponentes medem suas forças e ganha a contenda o que tiver melhor condição para provar sua maior valia. Diferente dos irmãos a disputar aquilo que caso tivessem não poderiam a contento assumir. Disto o pai sabia, e portanto evitava a divisão, mas também impedia aos filhos seguirem qualquer caminho diferente de sua paternal opção.
            Liberdades cerceadas geram corações em conflito. Eternamente buscando compensação por aquilo que não foi vivido. Se o clã tomou, o clã agora deve. Bens em troca de um amor. Coração negado em troca de um favor. “Tudo pela família”, diziam.
            Para Albano, essa era frase de perdição.
            Assoviou e para perto de si vieram sete, dois de perto, um de longe e os quatro no costado de perto da amoreira. Marrons no pêlo e olhos luzidios. Albano sentia que com ele falavam, e aceitou o convite de cavalgar por um tempo, algumas horas que fosse, para além do horizonte, e só retornar de manhã.
            O vento varreu-lhe a mente e refrescou-lhe as idéias. Até mesmo alegrou-lhe a faze um sorriso ao avistar as meninas com não mais de quatorze, tranças, passamanarias no vestido, avental e lenços, trazendo cestos com ovos ao clarear dos primeiros raios da manhã.
            Albano voltava alegre, outro, quase esquecido dos percalços do jantar do entardecer anterior. Mas antes que ele se desse conta, seu animal-amigo – anima-amigo – de brusco algo percebera e relinchara, cessando o trote de supetão ao se aproximar da propriedade ainda no portão. Relutou em prosseguir, mas ao mestre obedeceu, que na entrada da choupana já estranhou a janela aberta e a vela de sebo ainda a queimar ao lado da mesa posta ao jantar.
            Rapidamente Albano desceu do trote e o casebre adentrou para imediatamente sentir o chão dos seus pés se retirar.  O pranto o tomou quando a mãe atirada ao chão achou, já fria, a concha de madeira para o caldo ainda na mão retinha. O pai em pé lhe fixava, encostado ao armário das louças de mogno(?). Antes que gritasse “Pai, o quê!?” seus olhos bateram no irmão mais novo, de bruços sobre a cadeira de madeira ainda a verter sangue pelo frio da espada que lhe abrira. Ao encaminhar-se por entre eles avistou o machado que às costas o pai tinha. Um barulho alto o sacode em meio ao pesadelo: porta da despensa bate, trancada, e a voz abafada de um dos irmãos reconhece, a clamar por ajuda. Se dirige à porta, o coração em disparado. Nem bem destranca a trava e surge o irmão à sua frente, sujo de sangue, rasgado a gritar: “Irmão, irmão! Onde estavas? Grande tragédia se abateu aqui!”
            Por muito tempo depois Albano esse momento procurou esquecer. Apenas memórias de relance, de qualquer forma, eram o que lhe vinham à mente. Gefér, o irmão preso na despensa a acusar Hitor, o mais velho, de ter assassinado aos pais e ao outro irmão; ao mesmo tempo barulhos na outra sala ouviu e duvidou: “E se foste tu, e não Hitor, que essa chacina comandou, pois tu bem ficarias não só com as terras de tua partilha, como com as do mais novo e sua futura esposa Ethira, a quem seus olhos sempre fizeram grande vista?”
            O cavalo lá fora relinchou, avisando do perigo diretamente ao seu coração: “Corra!”
            “E se foram os dois mancomunados a exterminar a família?” Não sabia, nem saberia, pois o relinchar do cavalo foi mais forte, e o instinto do perigo a lhe demandar SALVAÇÃO lhe deixou claro um recado à mente consciente:
            “Salva-te, pois que tudo está perdido! Se foi um ou outro irmão, ou ainda os dois, teus pais e o outro já foram postos ao sacrifício da ganância seja lá de quem. Corre e salva a ti, que se aqui te demoras, teu destino não será diferente também.”
            E sem mais discernir palavra de irmão ou barulhos que não fossem o relincho de Oro, o anima-amigo que lhe urgia a cavalgar embora, Albano correu porta afora, se pôs à galope e só parou no país vizinho.
            Fez muito bem, pois notícia tivera de ser procurado, acusado pelos dois irmãos mais velho de ser o responsável pelo assassinato dos pais e do irmão mais temporão.
            Mas Albano outros caminhos tinha a percorrer que não os da prisão.
            E sempre na direção do poente ia, um pouco a cada dia, em busca da sua salvação.

***                                                         

O 1º capítulo é contado na 3ª pessoa porque até aquele ponto eram 'os outros' que regiam a sua vida, e que determinavam se ele sofria ou se ele sorria.
A partir do momento em que Albano tomou uma decisão por si, baseado unicamente em seus instintos e sua conexão com a natureza, nosso personagem ganhou voz, a sua própria voz, e daqui em diante, é ele próprio quem narra o seu destino.

Pai Arruda

                                                                 ***

Capítulo II

            Por três dias corri. Nem para comer parei, somente para um bem pouco dormir, pois que sentia às minhas costas o vento frio da dívida de sangue registrado por meus irmãos mas creditada a mim, em meu encalço. Se parasse, sabia, perdão não haveria, pois que todos neles, muito mais articulados que eram, acreditariam. Rumava no sentido do sol poente, talvez no inconsciente desejo de fazer o tempo retroceder, à trás andar e quem sabe minha sorte mudar.
            Mudar, mudou. Mas foram muitos d'ias', 'semanas perdidas no tempo' de paradas em estranhas pradarias que a mim mesmo de volta me conduziam, enquanto eu acreditava que para fora do “eu mesmo” me encaminhava, ao desdobrar em todas as minhas forças para tentar resolver os causos daqueles que se achegaram a mim. Porque ajudar os outros é bálsamo mais que bendito, no esquecimento dos problemas de quem, como eu, paz de espírito sempre buscara mas jamais antes encontrara, nem mesmo na solidão. Pois no vácuo do silêncio reverberam a dor e a falta de compaixão, afligindo num suplício eterno de tristezas as almas que buscam por seu próprio perdão.
            Iniciação? Eu diria que sim.
            A minha levou 9 anos, dos quais algumas paragens eu vos conto a seguir:

            Naquele tempo eu me achava meio burro, bruto até, porque me comparava, na brusqueza objetiva do falar, com o diálogo franco (? checar se significa também fluido, se for só honesto, NAO!) e humorosamente elaborado dos meus irmãos mais velhos. Tímido, recuava e evitava marcar presença aonde ia, acompanhado ou não da família, mesmo quando as moças me enfeitiçavam o olhar.
            No começo do exílio, deliberei: “Vou pra um lugar que melhor me ensine falar. Vou pra Grécia dos filósofos, que lá dizem que tem saber, que é coisa boa e que eu também quero ter! E além disso também passo antes pela Sicília, que disseram ser terra de mulher muito bonita. Quem sabe já não me vou até casado ter uma conversa boa com aquele tal de Platão, e ele não me pega como aluno dele e me ensina bem umas lição, que além de eu deixar de ser burro, passo a falar bonito, que é coisa que qualquer esposa há de gostar. E também se algum dia tiver condições de minha inocência provar, volto falando bonito e mostrando para esse povo que todo bronco com carinho tem seu jeito.”
            
Hoje em retrospecto vejo quão inocente era eu, que além de achar que Platão ainda vivia, ainda pensava que o povo, com minha “evolução” se importaria... Quem em si não se confia, sempre de todos espera aprovação e teme a zombaria. Ah, triste sina! Feliz daquele que não depende das esmolas de atenção alheia!


Reprodução do Livro Paralelas da Umbanda III - Boiadeiros à venda aqui: http://www.escritorastellar.com.br/livro-paralelas-da-umbanda-livro-3-boiadeiros.php


segunda-feira, 14 de maio de 2018

TRABALHAR COM GUIAS ESPIRITUAIS OU COM EXTRATERRESTRES?

Queridos amigos, vamos falar de uma questão que tem se repetido nas conversas inbox e nos atendimentos:
"NÃO QUERO MAIS TRABALHAR COM MEUS GUIAS (no terreiro, no centro, na fraternidade etc), QUERO TRABALHAR SÓ COM OS EXTRATERRESTRES"
e as muitas variáveis dessa afirmação...
Todos os dias, semanas, meses ouço pessoas expressarem um desejo de largar práticas que consideram 'menores' para se dedicarem ao que acreditam ser um contato mais 'direto' com os extraterrestres.
Aproveito para reproduzir aqui parte de uma mensagem que enviei a uma querida semente estelar e que me permite abordar esse tema que é recorrente. Vou usar como gancho para falar disso porque muitos terapeutas inclusive estão perdidos nessa questão, e perdendo preciosas oportunidades de orientação direta de seres que estão em ESTADO DE CONEXÃO PERMANENTE para ficar divagando em conjecturas de sua própria mente tridimensionalizada e compartimentada:
Existe o ritual e existe a essência.
O trabalho de uma semente pode não ser dentro da Umbanda e ainda assim contar com o suporte de guias que atuam na Umbanda.
Você sabe a SUA origem estelar?
E a dos seus guias, você sabe?
O conceito de FAMÍLIA ESTELAR perpassa médiuns e guias para um mesmo propósito.
Muitos contatados fazem uma enorme separação entre Umbanda, ou entre guias espirituais de forma geral e Extraterrestres, quando na verdade essa separação não existe a não ser em nossas mentes, que contrastam as práticas xamânicas com nossa concepção do que seriam Extraterrestres em macacões, pilotando naves e utilizando alta tecnologia.
Essa concepção é fruto do Ego, desfaça-se dela o quanto antes.
Só existe uma diferenciação entre qualquer tipo de seres: ESTAR EM UM ESTADO FÍSICO (encarnado ou limitado a percepção de somente uma dimensão) e ESTAR EM UM ESTADO DE PERCEPÇÃO MULTIDIMENSIONAL (ou seja conectado a Fonte e ao Fluxo universal).
Se você compreender que faz parte de uma equipe de trabalho enquanto membro encarnado e que outros membros dessa mesma equipe não estão presos ao seu mesmo estado de frequência vibracional e procurarão todos os meios de orientá-lo no cumprimento do seu propósito aqui, é mais fácil perceber como cai por Terra essa tentativa infantil de classificá-los em 'roupagens' que servem apenas a um fim naquele momento.
Um mesmo ser multidimensional pode vestir uma roupagem humana que contenha em si uma mensagem simbólica da energia que ele quer lhe transmitir - por exemplo a Sabedoria, Paciência e Amorosidade dos Pretos Velhos, e em outro momento manifestar-se como o Dr X atuando na inspiração de processos de cura para um grupo que não aceita o transe de incorporação como meio de sintonia com as Altas Hierarquias.
(A esse propósito sugiro assistirem Asara Adams fazendo o que ela chama de 'trance channeling' ao 'canalizar Adama e me diga, sinceramente, se existe alguma diferença entre o processo de canalização dela e o que ocorre em uma pessoa incorporada em qualquer centro umbandista ou kardecista no Brasil.)
As compartimentações mentais são NOSSAS, não DELES. Mas entendedores que são das nossas necessidades de 'caixinhas' para guardar coisas que nos parecem 'diferentes', eles adquirem a forma que nos fará menos relutar para aceitar sua cooperação no cumprimento de nossa tarefa.
Para ELES é muito mais fácil se adequar às nossas concepções infantis do que para nós é aceitar de pronto a multiplicidade da vida. Eles entendem isso com grande amorosidade, inclusive.
Então, meus irmãos e irmãs, se vocês têm guias de trabalho dos quais tenha tomado conhecimento na Umbanda ou nem outra seara de trabalho, e agora que tem consciência de que existe uma realidade EXTRATERRENA que engloba tudo, não dispense a ajuda deles como se eles fossem 'menos evoluídos'.
Saiba que muitos ditos 'caboclos' orientam trabalhos com cristais e as mais diversas terapias como florais e cromoterapia, e que se você perguntasse de onde é esse caboclo, essa cabocla, talvez você se espantasse ou ouvi-los dizer que não vieram da Amazônia ou dos Andes.
*AS MATAS DA JUREMA SE ESTENDEM ALÉM DAS ESTRELAS *
A verdade é que cada um de nós veio para cá fazer um trabalho que já está predeterminado.
Bem cumpri-lo é o que importa.
Encontrar o caminho a grande questão.
Não existe a necessidade de 'mudar de área' de atuação, mais do que 'mudar a compreensão e o foco das nossas ações'.
O que o trabalho com as consciências estelares exige é a quebra de paradigmas e de padrões que escravizem as consciências humanas ou firam qualquer forma de vida. Então é relativamente comum que haja conflito entre as práticas existentes em uma determinada casa que você frequente e a implantação dessa nova consciência. Por exemplo: sacrifícios animais, rituais envolvendo sangue e qualquer trabalho energético que envolva dominação de outrem e desrespeito ao livre-arbítrio - por exemplo, 'amarrações' - não condizem com uma consciência estelar e estão fora da frequência de luz (conhecimento) com a qual esses seres trabalham.
O problema não é o rótulo Umbanda ou Candomblé ou seja lá o que esteja escrito na porta, mas sim a compreensão e a forma como são utilizadas, manipuladas e direcionadas as energias dentro daquele local para que esses seres ali possam aportar e realizar seu trabalho junto aos médiuns que são sua família. Pelo mesmo motivo a maioria é levada a abrir mão do consumo da carne em prol de uma alimentação que ancore uma maior frequência vibracional.
Não por acaso, muitos contatados têm entidades que, como se diz na Umbanda, têm "coroa de chefia", pois muitos têm a missão de abrir novas casas para dar inicio a essa nova fase de trabalho espiritual dentro de princípios universalistas.
Aliás o que é um MÉDIUM senão um CONTATADO por um inteligência EXTRA-DIMENSIONAL?
Aos que se debatem entre a ideia de ter de escolher entre uma coisa e outra, sugiro que conversem com seus guias e pergunte a eles como deve orientar seu trabalho daqui para frente.
Vocês podem fazer isso meditando ou mesmo indo a um local onde possa incorporar com segurança e pedir a alguém que faça as perguntas aos seus guias e anote as respostas para passar a você depois, caso seja semi-inconsciente.

Nunca ninguém precisou escolher entre o Amor e o Poder. Essa é só mais uma das ilusões da 3D, porque somente no Amor existe o verdadeiro Poder.

J D STELLA
www.escritorastellar.com.br