quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Uma música pelo Aniversário de 102 anos da Umbanda

Parece que estes 102 anos de Umbanda estão sendo motivo de grande comemoração no astral superior. Tanto eu como minha mãe, em Santa Catarina recebemos comunicações referentes a passagem de mais um ano da nossa religião centenária - novinha ainda, quase menina, mas que desabrocha como linda rosa branca que é, aos pés de Nosso Senhor.

Ontem, voltando do trabalho, dentro do ônibus, em plena manhã chuvosa de São Paulo, as palavras e a melodia não me saiam da cabeça, e como não sou compositora, anotei às pressas a letra, e tentei gravar, com meus precários dotes vocálicos, a música no MP3, apenas para não esquecer o ritmo.

Partilho aqui com vocês, como forma de homenagear nossa Rosa Branca Divina:

UMBANDA QUERIDA,
HOJE É SEU ANIVERSÁRIO,   {2X
MUITOS ANOS DE VIDA !

LOUVOU O CÉU
LOUVOU O AR
LOUVOU O MAR                      {2X
ELA VEIO À TERRA
PRA LOUVAR OS ORIXÁS

FOI NUM 15 DE NOVEMBRO
QUE RENASCEU A UMBANDA
VAMOS TODOS SARAVAR

ELA VEIO AQUI PRA TERRA
COM SEU 7 ENCRUZILHADAS
PARA TODOS TRABALHAR

LOUVOU O CÉU
LOUVOU O AR
LOUVOU O MAR                          {2x
ELA VEIO À TERRA
PRA LOUVAR OS ORIXÁS

VEM COM A FORÇA DA JUREMA
COM OS AXÉS DE ARUANDA
PARA NOS PRESENTEAR

SALVE A CRUZ E A LEI DA PEMBA
SALVE AS LINHAS DA UMBANDA
SALVE TODOS ORIXÁS

UMBANDA QUERIDA
HOJE É SEU ANIVERSÁRIO           {2x
MUITOS ANOS DE VIDA!

LOUVOU O CÉU
LOUVOU O AR
LOUVOU O MAR                             {2x
ELA VEIO À TERRA
PRA LOUVAR OS ORIXÁS

SALVE A CRUZ E A LEI DA PEMBA
SALVE AS LINHAS DA UMBANDA
SALVE TODOS ORIXÁS

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Merecemos mesmo o Amor???

Nada sabemos sobre nossa origem.

Quase nunca sabemos para onde vamos. E com freqüência, nem onde estamos.

Desconhecemos nossos próprios sentimentos e motivações.

Muito pouco compreendemos sobre respeito e menos ainda sobre solidariedade.

Não queremos ouvir a verdade, ainda que afirmemos o contrário.

Como espécie, somos um fiasco em matéria de estabilidade emocional.

A maioria de nós vive em caos psíquico.

Nossa inaptidão para o convívio dentro de uma coletividade revela-se desde as mesquinhas intrigas familiares ao desprezo pelos rumos de uma nação.

Somos vaidosos e egocêntricos desde o berço.

A busca por um par traduz-se pelo anseio em atender necessidades físicas e suprir carências – tanto materiais como emocionais.

Entretanto, afirmamos categoricamente:

“_ Eu mereço ser feliz! Eu mereço viver um grande amor!”


Eu pergunto se uma sociedade que é capaz de executar um ato destes, merece de fato viver um grande amor:

http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default.jsp?uf=2&local=18§ion=Geral&newsID=a3095571.xml&channel=65

??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????

Apesar de tudo, eu acho, sim, que você merece um grande amor.

Depois que aprender a amar.

Amar se aprende amando, sem dúvida, mas há os requisitos básicos!





Na contra-mão dessa notícia tão triste, posto um vídeo que tem corrido mundo.
Lembrando de Francisco de Assis, o santo que conseguiu enxergar o sagrado manifestado na natureza, que pregava o evangelho aos animais em 1210 quando em pleno século 21 diz nossa ciência que os animais são seres irracionais, vemos que algumas pessoas começam a entender o que de fato é a ‘Linguagem do Mundo’, da qual muitos falam mas poucos compreendem, e que se abre somente àqueles que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir:



O que têm essas duas notícias tão diferentes a ver com Amor?

Elas demonstram bem a diferença entre 'querer o que não se tem condições sequer de compreender' e o começo do 'começar a sentir de verdade'.

Amigos médiuns me falam com frequência que merecem isso ou aquilo porque 'fazem a caridade'. As mulheres na maior parte das vezes acham que o plano espiritual deve agir como agência matrimonial (para não usar termo mais chulo!).

Esquecem-se que não estão pagando sequer os juros daquilo que devem nas parcas horinhas em que permitem que seus guias desçam a Terra para ajudar o próximo.

Pior ainda, julgam que o plano espiritual agirá em contrário a toda regra moral e de decência, e que colocará o 'principe encantado' à sua frente, na forma de um assistido. Ignoram a frase mestra sobre conduta requerida aos médiuns proferida pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas:

"O perigo do médium homem é a consulente mulher, o da médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas Casas fazem que toque alguma coisa ao coração da mulher que fala ao Pai de Terreiro, como ao coração do homem que fala à Mãe de Terreiro. É preciso ter muito cuidado e haver moral para que a Umbanda progrida."

Falo, então de Francisco, porque ele tinha um senso de amor verdadeiro muito superior ao que vemos nas novelas, nos filmes, nos romances das bancas de jornais e das conversas furadas dos bares das esquinas, e que hoje chamamos de platônico, porque em nossa sociedade tornou-se impossível aceitar seu nível de idealização.

Apesar da valorização extremada do outro, atitude pouco saudável, penso que poderia ser uma boa idéia se o platonismo entrasse na moda, como cura para certas atitudes que popularizaram que “vale tudo no amor e na guerra”.

O amor romântico dos tempos da cavalaria se alimenta da própria idéia do amor e não de alguém em si mesmo; e almeja um tempo perfeito, após provações e méritos alcançados, para um dia talvez se concretizar – embora nem precise, pois o que importa é ter amado antes de tudo e ter provado esse amor a Deus, ao mundo, ao objeto do seu amor, aos pássaros, aos céus, aos bichinhos da floresta.....
Ficar com o ser amado é a última das prioridades! Mas também não há lugar para traições nem para atitudes sujas que possam macular a nobreza desse sentimento.

Por que escrevi esse texto? Por três motivos:

As lágrimas que derramei por Pedra, depois Vida. E que em 4 de novembro, novamente voltou a ser somente anjo livre.

O entusiasmo que senti ao ver que um músico compreendeu Francisco.

A preocupação que sinto ao ver tantos amigos se perderem em nome do que chamam de amor, sobretudo quando médiuns, ao usarem da espiritualidade para alcançar seus objetivos torpes e assim se tornando pasto para ação do plano espiritual inferior semear a ruína tanto na sua vida como na dos outros, influenciando casais a se separarem para ficar com um dos cônjuges, usando do nome dos guias para falar em demérito do interesse romântico de um assistido por quem esse mesmo médium tem interesse... Lastimável!!!


Às pessoas normais pode bastar ‘orar e vigiar’, mas ao médium cabe renunciar aos interesses mundanos.

Mediunidade é sacerdócio, e quem não está pronto para a renúncia não está pronto para o mandato sagrado que é intermediar as entidades de luz no plano terreno.
De alguma forma todos esses assuntos se interligaram em minha mente numa teia onde de um lado está o AMOR ILUSÃO – que todos buscam – versus O AMOR REAL, que tantos desprezam.

Não creio que um médium precise viver sozinho, mas é preciso amadurecer, todos nós, médiuns ou não, nossos conceitos sobre amor. E sobre solidão.

Pois muito mais triste que estar sozinho sem um companheiro ou companheira aqui no mundo material, é ver-se entregue à solidão espiritual, quando os guias abandonam, com pesar, seu médium à própria sorte, ao ver que dele não mais podem se utilizar para levar ao próximo um pouco de luz, verdade e AMOR.

Esta sim é a pior dos solidões: ver-se separada da Graça Divina, tendo cavado seu próprio buraco para merecer isso.