sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Em vez de faz de conta, vamos FAZER DE VERDADE em 2012


Provavelmente esta será minha última postagem do ano. Mudança, correrias de dezembro e férias mais do que necessárias se avizinham, então, só mesmo se uma inspiração MUITO forte baixar, ou uma indignação muito porreta (o que é mais provável), pra me fazer postar algo mais antes da virada do Reveillon. Aproveito então para agradecer a todos que leram algum post, que comentaram no blog ou no Facebook. Saber que alguma coisa que eu disse ou escrevi ressoou com os pensamentos de alguns de vocês é realmente o pagamento pelo tempo gasto escrevendo, digitando, arrumando o texto, procurando imagens, contornando os paus básicos de internet, etc. Muito Obrigada mesmo por todos os feedbacks!


E como não poderia deixar de ser, meus desejos para o próximo ano para todos vocês é de um apocalipse para o Homem Velho e Boas Vindas para o Homem Novo, reformado, desperto e mais perto de sua Essência Divina. 

Dentro do espírito do que queria passar a vocês, recebi por email um powerpoint com o texto abaixo sem autoria, que procurei na net e achei como tendo sido escrito pela equipe de redação do Momento Espírita. Embora evite publicar coisas de terceiros no blog, esse texto merece uma exceção pelo seu teor tão apropriado a essas festas de fim de ano, quando prometemos e desejamos mudanças para uma fase de vida 'mais feliz'.

Leia e inspire-se para começar 2012 sem mais 'faz de conta', procurando ser você mesmo, se 'bancando' perante o mundo e os outros, sem dar tanto peso aos valores ridículos e hipócritas dessa sociedade falida que vive pra se alienar.
Tente para variar ACORDAR! Tome um copo de suco de laranja e ganhe coragem para superar seus monstros internos, em vez de se anular pra se encaixar no padrão dos outros, gastando a sua energia para espantar o pior monstro deles, que muitas vezes seria você se transformando em algo que eles não possam mais controlar!
Embora eu não tenha muitas esperanças, se pelo menos em 2012 o mundo acabar, você terá tido 11 meses e 21 dias para ser você mesmo - the chance of a lifetime!

FAZ DE CONTA

Redação do Momento Espírita


Recentemente uma professora, que veio da Polônia para o Brasil ainda muito jovem, proferia uma palestra e, com muita lucidez trazia pontos importantes para reflexão dos ouvintes.

Já vivi o bastante para presenciar três períodos distintos no comportamento das pessoas, dizia ela.

O primeiro momento eu vivi na infância, quando aprendi de meus pais que era preciso ser. Ser honesta, ser educada, ser digna, ser respeitosa, ser amiga, ser leal.

Algumas décadas mais tarde, fui testemunha da fase do ter. Era preciso ter. Ter boa aparência, ter dinheiro, ter status, ter coisas, ter e ter...

Na atualidade, estou presenciando a fase do faz de conta. 

Analisando sob esse ponto de vista, chegaremos à conclusão que a professora tem razão.

Hoje, as pessoas fazem de conta e está tudo bem.

Pais fazem de conta que educam, professores fazem de conta que ensinam, alunos fazem de conta que aprendem.

Profissionais fazem de conta que são competentes, governantes fazem de conta que se preocupam com o povo e o povo faz de conta que acredita.

Pessoas fazem de conta que são honestas, líderes religiosos se passam por representantes de Deus, e fiéis fazem de conta que têm fé.

Doentes fazem de conta que têm saúde, criminosos fazem de conta que são dignos e a justiça faz de conta que é imparcial.

Traficantes se passam por cidadãos de bem e consumidores de drogas fazem de conta que não contribuem com esse mercado do crime.

Pais fazem de conta que não sabem que seus filhos usam drogas, que se prostituem, que estão se matando aos poucos, e os filhos fazem de conta que não sabem que os pais sabem.

Corruptos se fazem passar por idealistas e terroristas fazem de conta que são justiceiros...

E a maioria da população faz de conta que está tudo bem...

Mas uma coisa é certa: não podemos fazer de conta quando nos olhamos no espelho da própria consciência.

Podemos até arranjar desculpas para explicar nosso faz de conta, mas não justificamos.

Importante salientar, todavia, que essa representação no dia-a-dia, esse faz de conta, causa prejuízos para aqueles que lançam mão desse tipo de comportamento.

A pessoa que age assim termina confundindo a si mesma e caindo num vazio, pois nem ela mesma sabe quem é, de fato, e acaba se traindo em algum momento.

E isso é extremamente cansativo e desgastante.

Raras pessoas são realmente autênticas.

Por isso elas se destacam nos ambientes em que se movimentam.

São aquelas que não representam, apenas são o que são, sem fazer de conta.

São profissionais éticos e competentes, amigos leais, pais zelosos na educação dos filhos, políticos honestos, religiosos fiéis aos ensinos que ministram.

São, enfim, pessoas especiais, descomplicadas, de atitudes simples, mas coerentes e, acima de tudo, fiéis consigo mesmas.
Você sabia?
Que a pessoa que vive de aparências ou finge ser quem não é corre sérios riscos de entrar em depressão?

Isso é perfeitamente compreensível, graças à batalha que trava consigo mesma e o desgaste para manter uma realidade falsa.

Se é fácil enganar os outros, é impossível enganar a própria consciência.

Por todas essas razões, vale a pena ser quem se é, ainda que isso não agrade os outros.

Afinal, não é aos outros que prestaremos contas das nossas ações, e sim a Deus e à nossa consciência. 
Feliz 2012 pra vocês, 
com ou sem 
Fim do Mundo!



domingo, 13 de novembro de 2011

O Perigo do ‘Médium Adivinhador’ e do ‘Assistido Assuntador’ – Duas Tragédias Anunciadas em Choque nos Terreiros





Nenhuma postagem em outubro... que vergonha! Mas hoje arrumei um tempinho para digitar um texto que escrevi por mim mesma - não foi psicografado - porém com auxílio inspirativo de algumas entidades (inclusive foi escrito dentro de um Centro Espírita, durante uma maravilhosa palestra há alguns meses).

Vou relatar aqui alguns ‘causos’ reais que infelizmente ocorreram em casas simplesmente maravilhosas, de egrégora poderosíssima e cujos trabalhos são muito bem firmados e fundamentados; entretanto, a atitude de determinados médiuns acaba por não somente ‘espantar’ (não no sentido de admiração, de causar espanto, mas sim de ‘espantar para bem longe’) os assistidos, e dessa frma denegrindo o nome da nossa amada Umbanda.

A lástima do 'Médium Adivinhador' 
 e do seu pólo oposto, 
o 'Assistido Perscrutador'



Nem vem ao caso se o médium está bem ou mal incorporado, se trabalha só irradiado ou se apenas não estava num bom dia. Há ocasiões em que uma consulta vai mais ao fundo do âmago de uma questão e outras em que a ‘conversa’ entre guia (?) e assistido não avança muito, ficando mais na superfície. E nisto não há problema algum, visto que além do guia/médium há toda uma egrégora comandando a engira e que está beneficiando a todos ali presentes, e outros nem presentes, como parentes e amigos citados durante a consulta. 

Particularmente eu acredito que a Lei das Afinidades é geral (e abrange encarnados e desencarnados) e que há maior interação entre determinados seres do que com outros, por isso alguns assistidos são melhor ‘acessados’ por um específico médium ou entidade, assim como em determinadas situações você é melhor compreendido por um amigo do que por outro. 

Além disso há que se considerar que muitas vezes a entidade vê bem mais longe e sabe que aquilo que o assistido está falando não é bem a verdade, ou o problema do qual ele se queixa não é a causa real dos seus males, e que não haveria compreensão ou abertura do mesmo para abordar A Verdade; então o guia opta por falar por metáforas e parábolas, infundir energias mais positivas e limpar cargas negativas, agindo no sigilo e auxiliando da melhor forma possível,  pois muitas vezes é melhor não por o dedo diretamente na ferida, e sim investir na freqüência do assistido  às sessões como mecanismo depurador e clareador de suas questões naturalmente.

E isto é um trabalho de Umbanda perfeito, ao qual não cabe qualquer espécie de ‘mas’ ou ‘porém’ por parte dos exigentes eternamente insatisfeitos que confundem ‘atendimento de caridade’ com adivinhação de bola de cristal gratuita. 

Por incrível que pareça já vi gente levar cueca do marido para o guia benzer e uma pessoa sair indignada porque a entidade não disse se era melhor que o assistido assinasse a Net ou a TVA... Fora as perguntas estúpidas de praxe no estilo: “Fui na balada do sábado e conheci três gatinhos, qual deles é o melhor pra eu ficar no próximo findi?”

Com minha habitual falta de paciência com a raça humana, só mesmo estando incorporada para não mandar a pessoa à merda! Consciente dos meus defeitos sou do tipo de médium que anseia pela inconsciência para não atrapalhar o trabalho das entidades, porque se é comigo eu mando a pessoa sossegar a periquita e ir assistir “Turista Espacial” ou “Quem somos nós” ou ler algo que faça dela alguém mais inteligente, mais independente e menos carente.

E não se espante o leitor com meu vocabulário franco e até mesmo chulo, pois faz parte das minhas imperfeições e não me esforço para aparentar o que não sou. Sei também que por ser tão impaciente com os defeitos dos outros é que eu tenho missão a cumprir na Umbanda. E tenho também a consciência de que para isso é preciso que eu peça  forças e humildade a Jesus todos os dias. E o faço, mas santa eu não sou.

Mas voltando ao assunto,  a coisa desanda quando o médium (sim, porque obviamente se trata de atitude do médium e não da entidade) resolve, sabe-se lá se por vaidade ou por insegurança, 'mostrar serviço'. E decide sair adivinhando coisas...

Pior do que falar (e insistir) que o assistido está sentindo o que não está, se por a discorrer sobre males físicos inexistentes, e problemas afetivos ou familiares que nos fazem pensar que o guia está 'sintonizando rádio errada', ocorre quando graças a 'necessidade de aparecer mais do que o guia' do médium, a consulta acaba numa 'comida de bola' muito séria...

Exemplo ocorrido baseado infelizmente na vida real:

Um amigo meu, de 26 anos e que aparenta 18 (e nisto está em parte a causa dos seus infortúnios), muito inteligente,  criado no kardecismo e desenvolvido na Umbanda desde os 14 anos, incorporante de pelo menos dez entidades/guias, afastados dos trabalhos mediúnicos por questões de ordem material, faculdade e etc – e possuindo aval das suas entidades para isto – com  conhecimento amplo sobre espiritismo nas duas abordagens, teve o desprazer de ouvir por duas vezes  - repito em casas de egrégora muito bem firmada -  que seus ‘sintomas’ iriam passar assim que ele se desenvolvesse, estudasse mais o Espiritismo e desse passagem às suas entidades.
Cabe dizer que os ‘sintomas’ por ele descritos tratavam-se exatamente dos mesmos relatados por outras três pessoas, amigos seus que com ele compareceram no mesmo dia e na mesma casa em busca de auxílio espiritual, de causa conhecida e confirmada pelas entidades com as quais estes passaram dentro do mesmo terreiro, devida a uma demanda enviada aos mesmos, cujos detalhes não cabe aferir aqui. Os outros três guias falaram as mesmas coisas, fizeram trabalhos semelhantes e inclusive descreveram a pessoa mandante da demanda e o local de envio com detalhes que não poderiam ter. Entretanto o dito rapaz, embora confiante de ter sido ajudado pela egrégora da casa, tão decepcionado ficou por ser ignorado naquilo que tentava explicar ao ‘guia’, que insistia que não havia demanda, que não se anima a voltar nem a essa nem a outro terreiro, alegando com razão:

“- Se neste que eu sei que é bom e confio, aconteceu isso, pra que procurar outro? Acho que não dou sorte mesmo!”



Já aconteceu comigo também, que nunca espero ouvir nenhuma novidade ou notícia bombástica de entidade nenhuma. Na posição de necessitada que sou, quando vou a um centro o faço unicamente em busca de auxílios energéticos, das energias benfajezas de um passe, que me dê forças de tocar meu precário barco adiante. Nada mais. 
Então meus amigos se indignaram ainda mais quando lhes contei que um ‘guia’ disse que eu precisava estudar mais e que poderia começar lendo o Nosso Lar – livro que li pela primeria vez aos onze anos, quando iniciei meus estudos formais de espiritismo através das apostilas dos curso de médiuns Aprendizes do Evangelho da Aliança Espírita Evangélica no ano de 1985. 
Modéstia à parte, e apenas para ilustrar o absurdo da declaração de tal ‘entidade’ devo dizer que minha quilometragem de leitura é muito superior à maior parte dos meus irmaõs mortais, sendo apontada nas festas de final de ano da biblioteca pública perto de minha casa na adolescência como a consulente que mais livros pegava emprestados, livros estes em sua maioria de cunho espiritualista, teosófico, magístico e assemelhados. Além disso, o que mais ouço das entidades, repetidamente, há anos, é no sentido de que "Leia menos e Faça mais". Dizem que "já entrou tanto que agora precisa sair para não atravancar mais o espaço mental”.

Por que não dissemos, meu amigo e eu, aos ‘guias’ o quanto eles estavam equivocados? 

1) Para evitar uma situação desagradável dentro de um local sagrado; 
2) por respeito à egrégora da casa; 
3) e também ao médium, que deixa seu lar, muitas vezes cansado do trabalho, no propósito de fazer a caridade que os guias que o acompanham, que são dignos de todo nosso carinho e reverência, lhe inspiram a fazer. 
4) Atuaríamos indo contra a proposta dessas entidades excelsas que trabalham pela evolução dele e também para auxiliar a toda uma coletividade, pois o médium poderia ficar tão sem graça que provavelmente perderia a fé em si mesmo. E todos sabemos o quanto é difícil a trajetória de um ser até que ele esteja de fato fazendo o trabalho mediúnico que se propôs antes de encarnar dentro de uma casa espiritual.

Escrevo então esse texto como alerta a todos os médiuns, inclusive a mim mesma, pois todos somos passíveis de cometer esses lastimáveis erros.

Você não precisa dar mais do que tem, nem provar que a a entidade é ‘mágica’ e sabe tudo, supostamente adivinhando aquilo que VOCÊ ACHA QUE É.

A Umbanda já tem magia suficiente para se bancar sozinha, e não necessita que você se esforce em oferecer ao consulente truques baratos, fazendo dela um circo.
Ela só precisa que você esteja lá, servindo como Templo Vivo, com a sua honestidade.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desenho Animado Japonês "As Leis da Eternidade"



No link a seguir você acessa a primeira parte de um desenho animado japonês entitulado "As Leis da Eternidade":

http://www.youtube.com/watch?v=wGa_CyE6oqs&feature=related

São 8 partes de cerca de 14 minutos cada, ou seja, assista com tempo, ou grave num DVD para assistir com a família.

É uma produção do líder da Happy Science, algo que para nós brasileiros soa como uma espécie de mistura entre a SeichoNoIe e a Cientologia do Tom Cruise com pitadas de Fraternidade Branca e Espiritismo. De qualquer forma é um desenho que vale muito a pena ver pelos altos conceitos espirituais apresentados de forma objetiva e didática.

Você não vai ouvir falar muito de Jesus ali, tudo é explicado a partir da perspectiva religiosa budista, que como não poderia deixar de ser, é interessantíssima. Com direito aos protagonistas da história fazendo um experimento de transcomunicação diretamente com Newton, manifestações mediúnicas xamânicas, viagens aos 9 Planos Dimensionais da Existência e até uma passadinha breve pelo inferno...

Ótimo programa pra uma sessão de cinema em casa num domingo à tarde.

Enjoy it!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Cafundó

Como um filme ganha 17 prêmios, entre eles 5 Kikitos, e ninguém conhece?



http://www.cafundo.com.br/site.htm http://www.cafundo.com.br/site.htm

O filme de 2006, um 'must see' para todo espiritualista seja de que linhagem for, é baseado na vida de João de Camargo Barros, um 'preto-velho' real, que vivenciou o período da abolição, foi traído, usado e sofrido como todo brasileiro, pobre e negro, mas sua vida foi um candeeiro para outros, tão ou mais abandonados ou perdidos da sorte como ele, ou simplesmente desvalidos espirituais.

João de Camargo foi o visionário arriscando tudo num ato de fé que a maioria de nós, médiuns ou não, não tem coragem de ser, exercitando um lado que temos medo de assumir, principalmente porque ele nunca poderá ser totalmente compreendido pelos outros.

"Por quem está do 'lado de fora' do meu delírio..."

E é solitário ser louco sozinho.

Para saber mais sobre ele ou para informações para visitar a Capela da Água Vermelha, acesse os links abaixo:

http://www.joaodecamargo.com.br/fatos.asp http://www.joaodecamargo.com.br/fatos.asp

http://vimeo.com/2278184 http://vimeo.com/2278184


domingo, 28 de agosto de 2011

Revelações de Abaluaê

 
 
Essa semana, devido a comemoração do orixá Abaluaê ou Obaluaie/Omulu no mês de agosto, recebi alguns textos muito interessantes desmistificando as superstições em torno deste Senhor da Luz da Cura, sobre o qual ainda se ouvem muitas besteiras.
 
Relativamente tenho pouco tempo de Umbanda, porém a vida inteira de estudo dentro da espiritualidade e de mitologias diversas, e mitologia, quem estuda sabe, só muda o nome da cultura, a essência é tudo igual. Algumas pessoas, presas a lendas africanas, temem o orixá como se ele fosse a peste, algo quase malígno, sem perceber a incongruência disso, uma vez que ele, como os demais orixás, é manifestação da Luz Divina. Outras o temem pelo mesmo motivo que na Wicca chamávamos aquelas pessoas mais deslumbradas de 'pink wicca', ou seja, aquela pessoa que só quer saber dos aspectos 'fofinhos' da divindade, e não tem maturidade ainda para compreender que é preciso luz para haver sombra.
 
Durante a obrigação a Abaluae, recebi a graça de entrar no campo vibratório desse orixá e receber explicações que batem em muito com a essência de todos  esses textos.
 
Dentre elas, que nada disso que falam sobre ele é verdade, que atrai coisas ruins ou que não se devem ter objetos dele em casa, etc.
Resumidamente, me foi explicado que ele é o orixá da transformação necessária para evolução e para a cura.
E as pessoas não querem mudar nem gostam de serem forçadas a se mexer, então, embora queiram a cura, procuram o quanto antes 'livrar-se ' da energia de mudança que ele impõe.

Ou vi claramente as seguintes frases:

Queres a cura física? Muda!
Queres a cura emocional? Muda!
Queres a cura espiritual? Muda!

Todos querem receber suas curas, mas ninguém está disposto a mudar.

Orixá da Reforma Íntima e do caminho inexorável que todos teremos que fazer na limpeza de nossas vestes espirituais, no cumprimento do karma por força de nossas próprias ações (coisa que ninguém quer encarar) e na mudança de nossos padrões íntimos.

Por todas essas coisas, Abaluae é visto com temor e evitado. Não por ele ser algo negativo, mas... Porque não queremos encarar as mazelas que ocultamos por trás das palhas onde nos escondemos.

Atoto Abaluae
Salve Omulu


 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

As Lendas Urbanas Espirituais - parte 7

Enfim, encerrando a série de posts sobre As Lendas Urbanas Espirituais, e desejando que todos nós possamos ir largando a cada dia um pouco do 'ranço' de acomodados em velhos conceitos ultrapassados que vão minando nosso potencial de mudança.


Lenda número 7
Tudo o que acontece é porque tinha que acontecer
E seus sinônimos equivocados:
Não cai uma folha de uma árvore sem que seja da vontade do Pai
Se aconteceu foi porque Deus quis



O ditado popular original – que nunca fez parte da bíblia, apesar de todo mundo adorar dizer que faz - na verdade é confundido pela maioria em dois conceitos muito distintos; a onisciência do Pai X Sua Vontade.
O que mais perto consta na bílbia a esse respeito é dito por Mateus:

 “Não se vendem dois passarinhos por um centavo? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos”. (Mateus 10.29-31).
 
            Para mais atribuições indevidas à Bíblia, leia:
http://www.webartigos.com/articles/20099/1/O-QUE-A-BIBLIA-NAO-DIZ-3/pagina1.html

Raciocine: existe livre-arbitrio e o choque entre milhões deles. Como se diz em inglês: ‘shit happens’. Ou atenuando: coisas ruins acontecem. Acostume-se e previna-se.

Ou você acha que é vontade de Deus que ocorram guerras, que mulheres sejam estupradas ou que os gansos tenham o fígado atrofiado e os bezerros sejam mantidos num cubículo sem poderem se mexer, destituídos de qualquer direito ou consideração por serem uma forma de Vida Manisfestada, apenas para servir de regalia cara e refinada a quem por isso possa pagar? 

Acreditar nesse tipo de ditado sob desculpa de TER FÉ é dar corda pra amanhã sentir-se abandonado ou lesado por um Deus incoerente e que avaliza os sádicos.

Cada um pagará por aquilo que fez e faz. A semeadura é livre, a colheita obrigatória. Nessa vida ou em outra. 
Mas muita atenção! Nem tudo é karma!
A Lei da Atração é real, porém quem de nós se mantém vibrando positivamente 200% do tempo para estar em sincronicidade perfeita evitando tudo que de desagradável e ruim possa acontecer nos dias e no mundo de hoje?
Faça sua parte, material e espiritual, tenha atitudes que privilegiem sua segurança e mantenha sua mente em sintonia com o bem, o bom e a felicidade. 
Ore.
Mas não viva iludido e esteja pronto para lutar contra as adversidades se e quando elas ocorrerem, auxiliando o plano espiritual, os seus amigos e a realinhando suas próprias fontes de força interiores de resiliência e sobrevivência para reposicionar o trem nos trilhos quando a vida ameaçar descarrilhar, em vez de se portar como vitima e viver se lamentando da má sorte.

Questionar-se é bom, mas agir é o que resolve.
Faça ambos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

As Lendas Urbanas Espirituais - parte 6


Lenda número 6
A voz do povo é a voz de Deus

Para saber a origem do ditado, veja:

Não somente não é nem nunca foi bíblica tal citação, como desafia qualquer lógica de observação.

Quem elegeu os panacas que nos governam?
A democracia é uma palavra que os ‘bonzinhos’ de plantão adoram, como se ela fosse de fato o instrumento de igualdade e justiça que pretendem que ela venha a ser. Entretanto alguns dos maiores filósofos que este mundo já conheceu odiavam a democracia, como Aristóteles e Platão.

Apesar de parecer um pecado atestar contra a democracia, principalmente nos Estados Unidos, de onde absorvemos por osmose esses conceitos,  onde ser democrata ou republicano define o pensamento moderno ou preconceituoso, respeitador dos direitos das minorias ou bélico, é muito simples verificar a falha de lógica presente nessa forma de governo:

Se você estiver com dor de dente e for um problema de canal, por exemplo: quem você vai ouvir? O dentista, ou vai fazer uma assembléia pra saber a opinião do encanador, do eletricista, do contador e do padeiro sobre o seu problema?

Se seu filho estiver com uma infecção, você vai ouvir o médico ou o advogado?

O Brasil é democrático? 
Seu voto conta?
Foi você que deixou então a Amazônia ser devastada?
Sua opinião foi pedida sobre o assunto? 
Você também recebeu email pedindo pra assinar petição a respeito disso ou daquilo?
Adiantou?
                 
Nosso povo não é versado e nem interessado em política. E no entanto votam. 
E aí está a merda em que vivemos... 
Muitos criticam a monarquia, mas dá uma olhada na Inglaterra e na Suécia, compare a situação deles e a nossa: quem está melhor? 

A diferença é por nas mãos de quem tem entendimento do assunto e inteligência para tal, o poder de decidir sobre uma situação.

Esse post se refere a uma realidade tanto política, com social, como espiritual, como magística. Nem todos estão aptos a versar sobre tudo. 

Há uma enorme diferença entre respeitar opiniões diversas e por faca em mão de criança.
Todos terem direitos iguais não é o mesmo que todos poderem arcar com responsabilidades iguais.

No Tarot das Bruxas, o arcano XV, O Diabo, é representado por uma mulher se olhando no espelho. 
Talvez seja porque a Vaidade é a mãe dos tolos. Como o canto da sereia, a auto-importância que alguém se dá é a ilusão que pode lançá-la ao fundo do mar da perdição - sua e, muitas vezes, dos outros.

Pode lhe doer no ego, mas a verdade é que o fato de você existir não lhe habilita a dar opinião sobre tudo.

Humildade deve ser palavra de ordem sempre.