quarta-feira, 20 de julho de 2011

As Lendas Urbanas Espirituais - parte 2


Dando prosseguimento ao post sobre as lendas espirituais urbanas, crenças que atrasam nossa vida e aleijam nossa compreeensão a respeito do que de fato é a Espiritualidade :




Lenda número 2
Deus não dá o fardo maior do que a pessoa pode carregar

Ah, é? Então como você explica os que enlouqueceram, largaram tudo e foram viver nas ruas como indigentes?
Ou os que suportam uma vida comendo o pão que o diabo amassou, aparentemente como exemplo perfeito do estoicismo, mas com o corpo e o espírito tão combalidos e assolados de traumas e doenças que muitas vezes serão necessárias várias encarnações inteiras para regenerar o perispírito à sua forma original saudável e curar todos os traumas adquiridos. E daí haja terapias, TVP e o que mais houver.
De fato Deus não dá o tal do fardo... é a pessoa que se arruma! E como se arruma! Na maioria das vezes por querer fazer mais, pra aparecer mais ou pra se ocupar e não ter tempo de pensar naquilo a respeito de si mesma que precisava consertar, mas prefere fugir... E pra isso que desculpa melhor do que a santa e bela Caridade?
Amadurecimento espiritual é também aprender a dizer “Não” e a conhecer os próprios limites, respeitando-se e autoestimando-se o suficiente para fazer valer o seu direito e a sua vontade quando isso for o mais correto a fazer.
Com a bonita desculpa de ‘fazer caridade’ muitos se tornam capachos da família e dos amigos, atitude que disfarça tanto sua ingerência sobre a própria vida como a carência que o leva a dizer sempre SIM em troca da aprovação e do afeto dos outros, mesmo quando não tem condições de arcar com esse sim, o que invariavelmente o levará a tornar-se, ele próprio em breve um necessitado da caridade alheia.
E quando esta não vir através de outros que ele considera “mais frios” ou simplesmente mais atentos às realidades da vida, ficará a queixar-se da falta de amor alheio e a cobrar dos outros e de Deus porque “tanto deu de si e nada recebeu”.
Para poder fazer a caridade é preciso estar de pé, sustentar-se sobre as próprias pernas, pois um caído não levanta outro, no máximo faz companhia no infortúnio.
Experimenta não se mexer quando a água bater na bunda pra você ver o que acontece!

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