sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Série de Livros Paralelas da Umbanda



As Linhas  Secundárias da Umbanda


                Esta série de livros, psicografados entre 20/07/2011 e 04/01/2015 apresentam uma história principal mais longa sobre cada Corrente de Trabalho Secundária e, no caso do livro I – Baianos, e no livro III – Boiadeiros, algumas psicografias mais curtas, de autorias diversas.

                São chamadas Linhas ou Correntes de Trabalho Secundárias da Umbanda aquelas que não são as 3 primárias (Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças) nem Esquerda (Exus e Pombogiras), e são considerados por alguns intermediárias entre esses dois polos.

                Nessa categoria se encontram os Baianos, Marinheiros, Boiadeiros e Ciganos (que serão tratados em outro livro), porém na medida em que a Umbanda amadurece e se expande novas ramificações surgem e outras frentes de trabalho espiritual podem emergir. Um agrupamento de espíritos se une para trabalho conjunto norteados pelos mesmos ideais, objetivos e métodos de trabalho.

                Os Baianos se caracterizam por demonstrarem quando em terra trejeitos e vocabulários típicos do povo da região nordeste do Brasil; muitos alegam ter sido quando em vida sacerdotes ou praticantes de cultos de origem africana ou da pajelança, como Catimbó, Jurema e Xangô.

                Os Boiadeiros, como o próprio nome já indica, apresentam o arquétipo do ‘cowboy’, do homem trabalhador do campo, habituado a lida com os animais e o pastoreio, e são muito famosos pelo uso do ‘laço’ com o qual trabalham no astral, livrando aqueles que procuram sua ajuda de demandas e obsessões, assim como conduzem seus ‘filhos’ não lhes deixando fugirem dos caminhos que lhes são devidos.

                Os Marinheiros são uma falange que trabalha junto ao Povo d’Água, na vibração de Iemanjá, e auxiliam muito na limpeza do terreiro e da assistência, além de cuidarem de assuntos que lhes são próprios como especialistas na vida marinha, caiçara e nos mistérios que competem à junção de terra e mar. Muitos os têm por bêbados por pedirem álcool para trabalhar quando chegam em terra, mas assim como nas demais correntes de trabalho que também fazem uso do álcool e do fumo, este é um item de limpeza, necessário para o trabalho e um estabilizador, nivelador vibratório que somente deve ser reprimido quando o médium manifestar ingerência de seus próprios vícios, contabilizando a entidade pelos seu descontrole.

                Em todas as linhas secundárias, as entidades caracterizam-se por dar consultas em que sua alegria, dinamismo e solidariedade para com as questões mundanas levadas a eles por seus assistidos são contagiantes. Sempre têm um conselho de ordem prática que oferecem com bom humor e quando necessário fazem trabalhos utilizando os elementos próprios de seus domínios vibratórios.

                Nos livros II e III acredito que os leitores se espantarão pelas narrativas não-convencionais.

                O marinheiro que contou sua história era um velho capitão irlandês, e sua história não trata de assuntos que tipicamente se imagina relacionados à Umbanda, como viagens multidimensionais e ufologia.

                Da mesma forma, muitas vezes ouvi dizer que a maioria dos boiadeiros não gosta de falar, entretanto Zé do Laço, entidade responsável por me conduzir à Umbanda, sempre conversou muito e discorria sobre assuntos que não se espera de um simples homem do campo. Certa vez me dissera ter sido um filósofo no passado.

            Nesta história ele me conta sobre uma de suas vidas, o que para todos que tiveram oportunidade de conhecê-lo se revelará um contraste: como a mais alegre entidade com quem trabalho teve uma história de vida tão oposta ao que se espera de uma pessoa que está sempre de bem com a vida?

                Assim como eu muito aprendi com todas as entidades que se manifestaram nos três livros da série “Paralelas da Umbanda”, eu espero que você, leitor, possa também usufruir da viagem que a leitura proporciona, mas especialmente, que não espere encontrar aqui ‘mais do mesmo’.

                Em nenhum desses três livros você encontrará o que já ouviu falar sobre Baianos, Marinheiros e Boiadeiros. Muito pelo contrário, o mais provável é que você fique com a impressão de que não leu um livro sobre Umbanda.

                De fato você não lerá um livro especificamente sobre Umbanda: mas sobre espíritos que se propõem a compartilhar uma janela de suas experiências milenares ao longo do tempo. Mas uma janela muito especial: uma que permite vislumbrar um momento único onde eles alcançaram o que podemos denominar em linguagem atual de “salto quântico”.  

                Hoje esses espíritos continuam a trabalhar pela evolução das consciências humanas – e são muito pouco afeito a rótulos. Eles não são “espíritos de Umbanda”, mas sim espíritos livres que trabalharão onde puderem auxiliar, seja no Kardecismo, na Fraternidade Branca, na Umbanda, ou ainda anonimamente. Ainda que respeitem os ritos dos lugares que lhes oferecem oportunidades de trabalho, eles não estão presos a fórmulas de trabalho, e seu foco é na mensagem e no serviço de caridade ao próximo que possam realizar.


Salve o Grande Oriente
Salve a Umbanda de Oxalá
Salve Todos os Orixás!
Salve Todas as Falanges que Trabalham na Umbanda!


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