segunda-feira, 14 de março de 2016

O Mal que Fazemos sem Saber


Hoje eu tive uma noite agitada, de muito trabalho no plano astral.
Em noites assim, acordo como quem vai dormir, para descansar de uma noite de trabalho intensa.

Nesta especificamente me recordo de ter atuado em pelo menos dezesseis situações distintas, sendo duas envolvendo animais.
Numa a questão era a reprodução de um casal de raposas e a garantia subconsequente da segurança para a família que se formaria junto a um posto de preservação da vida animal precário que havia no local.

O outro é o relato que farei a seguir:

Eu estava 'desdobrada astralmente', 'em espírito' para quem não conhece o termo comum às viagens astrais, ( e quando estou neste estado é comum que os pensamentos e sentimentos assim como o passado e futuro do local e das pessoas presentes sejam claramente acessados como numa transmissão telepática). Eu estava numa fazenda pertencente a pessoas que haviam presenteado um casal que para eles trabalhava naquele local com uma de suas vacas, para que eles tivessem uma maior comodidade e prosperidade já que o dono do local tinha muitas vacas, e assim essa família empregada poderia gerir seus próprios laticínios etc.

Esse presente havia sido muito bem recebido, e a família, principalmente a mulher, uma mãe de família de cerca de 30 anos, estava muito feliz com isso, e finalmente, esta noite seria a madrugada onde a vaca daria à luz e havia uma expectativa para que tudo desse certo quanto à isso.

Então a vaca deu à luz e eu estava ali, presenciando e observando os pensamentos e sentimentos de todas as pessoas presentes no local. O parto correu bem, e a mulher ficou exultante, e eu a princípio também fiquei feliz, pois tudo havia dado certo. Então três homens como se fossem capatazes da fazenda entraram, e mal o bezerro havia saído de dentro da mãe, já  começaram a afastar a vaca da cria, ela nem teve tempo de lamber seu filhote e estimulá-lo a respirar como costumam fazer os mamíferos, os homens logo a levaram para se recuperar em uma baia em outro local, longe do bezerro, que havia nascido num quarto escuro forrado afastado do estábulo maior.

Eu não entendi o porquê daquilo a princípio e entendi menos ainda a postura mental e emocional da 'dona da casa' quando percebi que ela estava super feliz porque agora teria leite em fartura e consequentemente queijo e tudo o que disso se pode obter, mas não tinha a menor consideração para com a vida do bezerro, que era visto como mero efeito colateral daquilo que era o objetivo de todos ali: fartura de leite.

Horrorizada entendi que os homens que levaram a vaca, a contragosto pois ela ainda que debilitada tentava permanecer perto do filhote e foi praticamente carregada para descansar longe da cria, voltariam para matar o bezerro e aproveitar a carne tenra que poderiam ali obter, ainda que considerassem que seria 'pouco lucro' em vista de ele ser  ainda muito pequeno, mas entre esperá-lo crescer para um abate mais lucrativo e ter de dividir com ele o leite da vaca, preferiram matá-lo.

Horrorizava-me mais ainda que uma mulher - e também mãe - considerasse normal ainda essa atitude, e sorrisse largamente diante da situação, que para ela estava perfeita, sua vaca sobreviveu ao parto e ela teria leite em abundância. Aterrorizava-me a falta de empatia com a vida e com a maternidade de um outro ser vivo.

Então todos os 'humanos' deixaram o local, cada um para seus afazeres, e o bezerrinho, que mal abrira os olhos e mal chegara a esse mundo, olhava em volta tentando entender onde estava e o que estava acontecendo. Na escuridão e em espírito eu percebia que de alguma maneira aquela consciência pura procurava algo que instintivamente buscava ser sua mãe, e não a encontrando no local, 'indagava-se' em sua mente de bezerro mal aqui chegado, o que deveria fazer, o que era esperado dele...

Então ele me viu. De alguma maneira ele identificou que havia algum outro ser no local. Dizem que os animais têm percepção extrasensorial e percebem espíritos, bom ali eu era de certa forma um espírito pois estava presente apenas como um desdobramento consciencial, e ele olhou para mim como se esperava que eu lhe indicasse o que deveria fazer, o que era esperado que um bezerrinho recém nascido fizesse agora?

Eu sabia que dali a instantes ele morreria, e pensei como era possível que uma consciência de vida, um ser criado por Deus, teria apenas aquela experiência de ser gestado e em seguida nem o direito a nascer direito lhe ser assegurado para ser assassinado em poucos minutos. Eu senti em todo meu ser o desequilíbrio que esse tipo de atitude desumana e mesquinha acarreta na grade vibracional do planeta, pois a vida é para se manifestar e durar aqui neste plano por um determinado período, e esse assassinatos promovidos por uma cultura/indústria que 'conjura a vida' como se fosse Deus para logo depois eliminá-la por questões de avareza e crueldade, causa um caos energético na Mãe Terra, Gaia, Grade Vibracional Planetária - como queira chamá-la - que interfere desequilibrando todos os demais sistemas e estruturas sociais do planeta, porque impediu-se a vida de se manifestar e seguir seu curso e impôs-se um desequilíbrio profundo no psiquismo animal das matrizes, que embora sem o raciocínio lógico de que dispomos, sentem que não estão cumprindo um papel que seu instinto lhes diz que deveriam estar realizando, criando seus bebês, alimentando e preparando suas crias para a manutenção da vida na Terra.

Alguns acham que pelo fato de os animais não pensarem, não compreendem o que lhes está acontecendo, mas se esquecem de que eles SENTEM e são as emoções que plasmam o redor de forma muito mais marcante e permanente, são os TRAUMAS que tornam um local psiquicamente doentio, que formam egrégoras de força, muito mais do que os pensamentos em nosso plano de povo que não domina ainda a própria mente. E não somos a única espécie que neste plano 'sente', portanto estamos promovendo uma indústria de traumas que macula toda a grade energética o nosso redor.

Depois queremos orar e pedir por PAZ, LUZ e AMOR - o que é bastante natural, mas totalmente irracional em vista de nossas ações para com aqueles com quem dividimos o planeta.

Olhando para o olhar do bezerro sobre mim, avaliando toda essa situação, só me restou chamá-lo mentalmente - e ele compreendeu e se aproximou de mim. Eu queria abraçá-lo, cercá-lo em meus braços pelos poucos minutos que lhe restariam e apenas amá-lo com todas as minhas forças.  Quão triste foi sentir que o único recurso que aquela breve vida teria ali, seria de alguém que nem sequer estava de fato, fisicamente ali. Em lágrimas emiti do meu centro cardíaco TODO O AMOR QUE PUDE, para que aquele serzinho pudesse levar consigo de volta para os campos da eternidade de sua breve experiência aqui neste plano físico.

Acordei chorando, contei para meu amigo chorando durante o café da manhã e escrevo novamente chorando.

Eu não vou terminar esse texto pedindo para que as pessoas considerem o veganismo como uma alternativa - porque na verdade o vegetarianismo não elimina as desgraças da indústria de laticínios  e é natural que todo vegetariano se apoie nos queijos durante sua transição alimentar, e enfim, eu tenho mais o que fazer me modificando do que conclamar os outros a uma mudança que nos fins da conta só pode vir de dentro para fora... mas na verdade é uma questão talvez de "função".

Deixo as palavras para todos os sites, grupos, indivíduos e iniciativas que se dedicam a oferecer esses esclarecimentos e iniciativas - como Presunto Vegetariano, VegetariRango, e tantos outros que nos provam que uma vida sem abuso animal pode ser muito mais prazerosa, rica, colorida e sem lágrimas.

Eu estarei muito ocupada fazendo aquilo que é a 'minha função': AMANDO onde eu puder e onde eu estiver, em corpo ou apenas mentalmente, emocionalmente, espiritualmente, a todos os animais desse planeta, na tentativa de amenizar ainda que minimamente o impacto de tanta crueldade que eles aqui sofrem.

Porque acredito acima de tudo que onde o Amor se faz, nenhuma palavra mais é necessária.

2 comentários:

  1. A dor, o medo o grito dos animais na hora do abate , todas estas energias são aproveitadas.... adivinhem para que?e pra quem?

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  2. Pois é, infelizmente a maioria ignora isso....

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