segunda-feira, 25 de julho de 2016

Novos Tempos na Forma como Enxergamos a Espiritualidade




Hoje assisti um vídeo, carta-aberta, de Jorge Scritori sobre o encerramento das atividades do Instituto por ele presidido. Essa carta representa um movimento que está ocorrendo na espiritualidade de um modo geral. Esse ano casas importantíssimas como O Mãe Divina e o Instituto 7 Porteiras fecharam suas portas físicas enquanto seus dirigente fazem um balanço de suas vidas e de seus trabalhos e seguem novos caminhos.
Quando iniciei na Umbanda, já tinha mais de 20 anos de caminho dentro da Espiritualidade e os guias sempre me disseram que estariam fazendo seu trabalho em qualquer lugar que fosse possível, porque o templo era eu, e minha a responsabilidade de mantê-lo digno e apto para o trabalho.
Senti a necessidade de estudar a Umbanda tradicional e muito aprendi e sou grata, muito me desenvolvi ali e cumpro ainda meu mandato com as psicografias de guias afinizados à Umbanda. Também sempre me deixaram claro que 'quem assina minha carteira de trabalho' é a Linha do Oriente, e que minha principal missão seria no Xamanismo.
Mas hoje estamos vivendo tempos em que não dá mais para esconder a sujeira embaixo do tapete: há muito para ser revisto nas posturas individuais daqueles que buscam uma religião, seja ela qual for, sejam médiuns ou assistidos, como quem 'põe crédito' no celular pré-pago, que acredita que basta frequentar uma casa pra provar que 'é do Bem', e que se for ao centro os guias resolverão os problemas das pessoas.
O clientelismo é um vício que impede o desenvolvimento das próprias capacidades do ser, e guia nenhum de luz pode concordar com isso, pois seu trabalho é ajudar humanos a descobrirem suas asas, não serem mendigos espirituais. A boa palestra de um guia visa motivar o ser a fazer as transformações necessárias na sua vida para que a partir delas se sinta cada vez mais capaz de cumprir sua própria missão.
Uma coisa é ser humilde o suficiente para pedir ajuda quando caímos, o que pode sempre acontecer, e graças aos céus, temos os enviados da Luz a nos sustentar e ajudar a levantar. Outra é se acomodar no chão e viver esperando, orando e fazendo oferendas, acreditando que isso basta pra sua vida mudar.
Os guias são nossos irmãos mais velhos, e a nós cabe seguir seu exemplo e trabalharmos para nos capacitarmos a seguir de mãos dadas com eles e braços estendidos para os abraços, não mais carregados por esses irmãos como pesos mortos ou seres deficientes.
A hora é Agora. Gaia chama a Todos para o Despertar!

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