quinta-feira, 13 de outubro de 2016

CRIANÇAS DE GUERRA

CRIANÇAS DE GUERRA



[trecho do Livro "Crianças que Giram: O Livro dos Erês" que pode ser obtido gratuitamente; informe-se como na postagem afixada à nossa página Amor É Seu Destino https://www.facebook.com/Amor.Magia.Destino/]
“Tia, eu quero bala! E bolo! E uma pipa também!”
E de pedidos tão ingênuos como para brincar de roda ou dar uma volta, nós que com eles e com essa energia trabalhamos, vamos nos lembrando da simplicidade da qual é tecida a felicidade”
Enfermeira Scheilla
A sabedoria do homem é limitada, e é bom que seja assim. Não pode aquele que joga saber todos os meandros que estão por vir nem o que vai à escola todos os caminhos do porvir, senão há contradição, pulos de marcha e de passos importantes da evolução.
Ao Pai, todo Saber, Poder e Glória para todo Sempre! Aos filhos o que lhes cabe, a cada um, na medida do seu crescer.
Falo isso porque os homens tendem a se considerarem deuses antes da hora e 'doutores' dentro do seu parco saber. Ora, se fôsseis assim tão sábios não precisaríeis à Umbanda, e a qualquer outro centro recorrer, nem dos guias para nas passadas escuras da vida lhes valer.
Seria bom que entendêsseis que um guia ou espírito de luz, ainda que muito além de vocês possam ver, de tudo não fazem total compreensão, e ainda de alguns conceitos necessitam a vocês não estender abstração. Nem sempre porque não podeis a extensão do assunto absorver, mas porque atrapalharia no dia-dia daquilo saber no seu viver.
Então convém manter na humildade aquilo que considereis “já saber”, deixando à mente um espaço para o novo e o inusitado absorver, pois que aquilo que muito julgueis já saber, ainda que bem compreendido, é apenas parte e nunca totalidade, e tarda ainda que o Pai aqui na Terra permita, de qualquer assunto que os mova, o TUDO se revelar, para que nem vós o corrompa nem ele venha a lhes corromper, e por fim à sua evolução compremeter.
Muito erro há no 'karma' conforme lhes sói entreter.
Nem castigo divino nem unicamente colheita ele é, nem eu lhes falarei tudo que a Lei contém, nem só apenas porque tudo não o sei, mas principalmente pelo que sei e que ainda não lhes convém.
Repito, porém, o que importa; a humildade de reconhecer a militância e a limitância do seu saber.
É hábito do ser humano julgar sem de todos os fatos ser conhecedor; quando se considera ele algum 'entendedor' das relevâncias divinas, então logo se arvora de juiz, pronto a estabelecer correlação e valor dos fatos pertinentes a vida de um seu irmão.
As tragédias sempre nos deixam sem reação, na perplexidade do Mal que atinge e choca nossos paradigmas, naturalmente, como mecanismo próprio de nossa saúde emocional e dispositivo próprio da psiquê, necessitamos categorizar, classificar e estabelecer juizo de valor àquilo que aconteceu, a fim de “compreendendo o que levou ao erro” evitar que consigo ou com os seus a mesma tragédia ocorra.
Tal certeza não é possível, entretanto; nem a matemática de evitar tristeza ou pranto nessa logística se assenhorear. Ora e vigia, mas não espera, irmão, com isso, afiançar uma vida sem percalços ou lamentações. Quando menos se espera a onda vem e o barco vira, e aquele que se acreditava imune ou de tudo protegido, em perplexidade e negação se desespera, crendo-se ofendido em suas certezas, caminhos que terminam por lhe conduzir à depressão.
A Terra é palco de batalhas, de testes e provações, que aumentam e se complexam na medida de tua própria evolução. Logo aquele que pela vida passa sem maiores preocupações, logo se vê que baixo se encontra na escala da auto-superação
Há que entender, porém, que muitos que aqui vêm e que sofrem, não necessariamente são 'devedores', ainda que sejam todos experienciadores. Há muitos 'viajantes' aqui que vêm experimentar na terceira dimensão conceitos que em seus mundos originais não existem mais, já foram extintos pela própria evolução natural de cada orbe. Uma imensa quantidade de 'terapeutas extra-experiência-terráquea' aqui vêm aprender o que é dor, desilusão, angústia, ansiedade, desespero, preocupação, a fim de aprimorarem o tratamento que eles mesmos, ou sua gente, proporcionarão a vocês, como se comprometeram perante Jesus, cumprindo os seus próprios desígnios de evolução.
Muitos que aqui vieram de 1940 para cá e que ainda aqui estão, são como o laboratório vivo de uma equipe em busca de ampliar os auxílios que poderão prestar à vossa evolução. Tal como cobaia viva, suas sensações, reações, conexões mentais e distúrbios na aura e nos chakras são mensurados por aqueles a quem ele está vinculado no plano dimensional original de seu ser. É o cientista pioneiro que mergulha na carne que lhe é estranha a fim de melhor compreender como ajudar aquele cuja morada ainda se encontra em tão rústico e material domínio.
Há também os missionários que se sacrificam em cenários de dor e violência, certos de que aquilo não lhes abalará tanto, a fim de despertar entes queridos embrutecidos através do sofrimento.
Há ainda os que são 'enfaixados vibratoriamente' nos mecanismos próprios de ação e reação deste planeta, estes sim, por definição, mecanismos karmáticos, entretanto aqueles que por essas 'ondas de ação' são pegos não podem ser categoricamente tachados como 'culpados' ou merecedores, visto que mais se enquadram na categoria de bodes expiatórios da coletividade que representam por nela estarem inseridos. Nisto se enquadram aqueles que são vítimas de desastres naturais, quando a Mãe Gaya viva se evoluciona e de assalto toma vidas à revelia, tal como o homem que degola o bezerro como parte do seu trabalho, pelo animal nenhuma antipatia ou resgate kármico com este tinha, apenas posicionam-se ambos nos pólos de 'carrasco-vítima', um porque para tanto tem poder e o outro porque nada pode contra este poder, até o dia em que seu carrasco desperte e comece a questionar a extensão disto e a avaliar melhor as consequências das próprias ações.
O falado registro akáshico é, antes de mais nada um espelho no qual se refletem as ações dos encarnados sobre eles mesmos. Esse registro porém não é estático, está vivo e pode 'gerar' manifestações a partir de formas-pensamentos cujos efeitos vão de supostos 'fantasmas' avistados sob condições especiais, até mesmo, em locais onde existam as condições para tal, influenciarem ações e provocarem a repetição de eventos do passado, o que justifica certos locais tido como assombrados ou de mau-agouro.
Condições desconhecidas pelos homens podem colocar e predispor qualquer um a um sem número de fatalidades, contra as quais, logicamente, uma pessoa bem conectada com o que na Terra denomina-se “espiritualidade” é frequentemente advertida e orientada a fim de evitar expor-se a esses mecanismos automáticos gerados pelo próprio planeta.
Em vista de tantos pormenores e possibilidades, estes uma pequeníssima amostra do que hoje me é permitido abrir a vocês, urge que parem de olhar para as vítimas e tabelá-las como 'culpados em provação', 'devedores em expiação', 'ex-delinquentes em oportunidade redentora'.
Isso tudo vos falo para que não mais se escondam atrás do seu julgamento pouco caritativo, omitindo-vos da própria responsabilidade na minimização do sofrimento alheio, especialmente perante as crianças vítimas de guerra.
Não, nem todas elas foram soldados em vidas passadas que hoje penam no lugar das vítimas que um dia tanto prejudicaram.
Não, nem todas elas eram ricos, esbanjadores de fortunas, hoje a amargar na miséria as carências de tudo que abrange o flagelo físico e emocional que vai do material ao espiritual.
Não, nem todas elas 'fizeram por merecer'.
Não, nem todas elas 'pediram por isso' ao Criador ou aos tutores kármicos desta encarnação.
E principalmente:
Não, a maioria delas não sairá um ser humano melhor dessa experiência, nem ascenderá à categoria dos anjos, após o padecimento terrestre.
A dor quando em excesso não ensina nem sublima, mas aniquila as fibras da esperança e da superação, pois a dor física ou emocional em excesso é tortura, e a tortura não faz parte dos mecanismos da didática do Pai, pelo contrário, é na ausência da misericórdia e da compaixão divina que o homem perde a conexão com aquilo que o liga à própria humanidade, que são seus irmãos, e a Deus, tiranizando sua mente e o coração, o que leva a impingir o sofrimento aos seus irmãos, sejam eles humanos, animais ou parte integrante da natureza.
Todo aquele que se considera Senhor do Destino de outros, impinge ao seu próximo aflição.
As crianças que passam fome na África não precisam disto para evoluir.
Isso é apenas a desculpa que convém à sua isenção.
Quando disserem que a maioria evolui pela Dor em vez de pelo Amor, é porque faltam vias seguramente pavimentadas para comportar um maior fluxo de pessoas que optem por transitar pelos caminhos da Libertação.
Estais presos a caridade como um conceito, uma abstração ou no máximo um mecanismo de vazão monetarial como medida de alívio à sua consciência. Mas a maior caridade exige ação com comprometimento na esfera do perdão e da compreensão. Mais fácil dar cem moedas que ao outro dispor minha atenção.
Essa crença é fruto da limitação da sua capacidade de doação, de ação e de compaixão.
A diferença entre um planeta de prova e expiação e um de regeneração está sobretudo, não na necessidade de uns pagarem pelo que fizeram no passado, mas na capacidade da maioria de estender amor, misericórdia e perdão a cada pequeno irmão, posicionando-se não como seu juiz, mas como seu ajudador.
As crianças que perdem a Paz, os pais, a estrutura de mundo que suas mentes infantis conheciam e partes do próprio corpo na destruição insana das almas mutiladas de compaixão que mutilam sob a égide de uma bandeira os membros e as existências dos irmãos, não estão lá cumprindo a algum desígnio divino.
Os órfãos de guerra não optaram no astral por ficar sem pai nem mãe.
Mas muitos casais aqui optam por gastar fortunas na possibilidade de uma inseminação artificial, sem considerar a bênção múltipla de uma adoção.
Quanta arrogância e orgulho escondidos por detrás do desejo de ser 'pai ou mãe', na sanha frenética de querer propagar à força um DNA quando a natureza já demonstrou não ter essa intenção.
E as crianças de guerra não estão só em outros países, mas em toda a vizinhança, e até dentro da sua família, vítimas da guerra civil oculta que consome vidas, sonhos e ideais em prol de toda a futilidade considerada essencial.
Não, não é mais fácil ir pela dor do que pelo amor. É apenas o caminho mais cômodo para quem não quer a mudança que colocará o próximo acima do próprio ego.
Não digas “Deus quis assim” porque você é que não quis fazer algo diferente.
Um Soldado de Ogum

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