quinta-feira, 31 de agosto de 2017

A ARTE como CAMINHO para CONTATADOS E ABDUZIDOS



Há semanas prometi aos leitores e amigos contatados uma postagem que falasse sobre a Arte e a importância dela como veículo daquilo que trazemos na alma e muitas vezes não temos como manifestar.

Então essa semana, me preparando para escrever sobre isso, coincidiu que chegou pelo correio dois livros maravilhosos de um cartunista super talentoso que se você não conhece, com certeza deveria conhecer: O Marcio Baraldi, um irmão que utiliza o seu talento para passar mensagens que contém um forte conteúdo espiritualista e também alertam para a pluralidade da vida e das muitas formas de existência. Muito amado e admirado no meio espiritualista justamente por causa da sua forma leve e humorada de tratar de assuntos sérios, de forma que eles possam ser trabalhados até mesmo com crianças e adolescentes.

Então comecei a pensar na profundidade da importância disso em termos de uma dinâmica didática no sentido da "Transferência de Dados" dos Planos Superiores para os níveis ínfimos de consciência em que nos debatemos aqui na 3D; e acabei por me lembrar de um ensinamento da Kaballah: 


Tifereth, a esfera da Beleza, da Arte ocupa a posição central na Árvore da Vida, ligada diretamente à Coroa, uma emanação superior a todas as outras pois representa o potencial puro das manifestações do mundo espiritual. Através da Arte podemos compreender mais prontamente aquilo que de outra forma demoraríamos muito mais ou talvez nem fosse possível.


Não apenas como forma de terapia, mas principalmente de EXPRESSÃO DE CONTEÚDOS INTERNOS, muitas vezes RECEBIDOS DE FORMA CONSCIENTE OU INCONSCIENTEMENTE de uma FONTE SUPERIOR DE SABEDORIA E OBSERVAÇÃO, a Arte é às vezes a única forma de se transmitir determinados conceitos abstratos à outros veículos de comunicação como a Linguagem e a Matemática. Em outras ocasiões, apesar da viabilidade de se utilizar outras formas, a Arte é capaz de alcançar resultados muito mais rápidos na transmissão de ideias e na disseminação de convites ao questionamento da Condição Humana.


Através dos leitores dos meus livros e das muitas pessoas que têm me procurado para os Mapeamentos Multidimensionais, a maioria médiuns de extrema sensibilidade, 'desenvolvidos' ou não, e pessoas que suspeitam serem contatadas e abduzidas em busca de algumas respostas com relação a essa ligação entre a fenomenologia ufológica e a espiritualidade, tenho visto a extrema utilidade da Arte como "válvula de escape desses conteúdos" que escapam à mente mediana, que desafiam o senso comum, que promovem a OUSADIA SUPREMA que é PENSAR e QUESTIONAR.


Seja retratando uma imagem acessada em um estado alterado de consciência ou um cenário abdutivo que a memória destravou, ou ainda lembranças de outras paragens siderais, palavras nunca serão suficientes para expressar o conteúdo energético que as imagens abaixo, por exemplo, encerram:

"Mãe Oceano" por Izabela Jambeiro.
As cores e formas transmitem uma 'frequência' a quem os vê, de acordo com Izabela Jambeiro

Nataly Rocha
Seres avistados em uma possível base Intraterrena no Acre -  Ilustração de Nataly Rocha

Ilustração de Ivan Moro
Pleiadianos por Ivan Posser Moro.

[Imagens publicadas sob autorização dos seus respectivos autores]



Às pessoas de extrema sensibilidade e que estão passando por processos expansivos da consciência digo: Ser um médium, uma ponte entremundos, um contato entre seres interdimensionais é uma experiência desafiadora, e que requer treinamento para ser melhor compreendida e tornada útil não apenas ao sujeito da experiência como para toda uma coletividade que NECESSITA ter acesso a esse material, a essas informações, sejam elas textuais, gráficas, vibracionais ou sonoras - muitos estão recebendo mantras e frequências rítmicas que se traduzem tanto em sons, como em cores ou sequências numéricas.

Quero deixar aqui registrado para os que chegam ao blog pela primeira vez, que ser um Contatado, assim como ser um Sensitivo ou Médium, não necessita ser um caminho de dor e sofrimento, mas uma oportunidade de manifestar plenamente a própria essência ao mesmo tempo em que serve de Portal Vivo para inteligências superiores que ora fazem um trabalho de DESPERTAMENTO COLETIVO junto ao planeta Terra nestes tempos de Transição Planetária. 

Não há maior ato de rebeldia que ousar ser você mesmo num mundo onde a regra é imitar padrões estabelecidos. 

Como exemplo dessa "Rebeldia da Luz", cito esse irmão cujo trabalho sempre admirei, desde que conheci seu 'filho' Gino, nos meus tempos como tradutora da Revista UFO. Nunca estive com Marcio Baraldi, um cartunista 'de outros mundos', pessoalmente, mas sua personalidade  originalíssima, irrequieta, apaixonada, vibrante e única transparece nas cores de seus desenhos, assim como nas ideias expostas por um extraterrestre muito brasileiro baseado no famoso ET de Varginha ou pelos astutos passarinhos Vapt-Vupt, que ilustraram as páginas da Revista Espiritismo e Ciência. Essa personalidade me toca e me inspira profundamente, e por isso quero compartilhá-la aqui com vocês.

Com a gentil permissão do autor seguem duas tirinhas do Gino e uma do Vapt e Vupt para inspirar a vocês todos, sementes que Despertam, a fazerem sua parte na construção de uma realidade para todos os seres viventes, baseada em princípios éticos e Amor à imensidão da Criação.




Conheça o site do Marcio Baraldi: http://www.marciobaraldi.com.br/







domingo, 27 de agosto de 2017

RUNAKR - um fenômeno em andamento



[imagem meramente ilustrativa]

Ontem à noite um ser feminino que não se identificou mas que pertence a Equipe Estelar com a qual trabalho continuou a dar algumas explicações que já haviam me sido passadas a respeito dos símbolos similares a Runas e Reiki - que eles chamam de Runakr.
A simbologia - de forma geral - é bastante utilizada na comunicação multidimensional tanto com seres de outras dimensões de origem extraterrena, intraterrestre ou mesmo guias espirituais. Por isto tivemos muitos relatos no grupo fechado de pesquisa anteriormente de imagens como animais e símbolos tradicionalmente relacionados à espiritualidade, como cruzes, pirâmides, olhos, animais, etc.
Na verdade o uso da simbologia se dá pela nossa deficiência em exercer a telepatia. Como explicado no livro Cartas da Intraterra *, a comunicação telepática não se trata simplesmente de emitir pensamentos sem abrir a boca, mas sim de um processo de compreensão multidimensional. Pela característica dos simbolos - todo símbolo tem múltiplas interpretações - ocorre a tentativa de nos passar uma determinada ideia ou conceito.
Muitos contatados têm recebido uma combinação de traços onde se reconhecem a similaridade com os sistemas acima citados, o que leva a questão a um nível superior:
"Os SERES MULTIDIMENSIONAIS estão transmitindo a algumas pessoas códigos energéticos que a partir de uma combinação dos valores rúnicos é capaz de atuar na nossa realidade e nas dimensões anexas mais próximas. Muitos que estão recebendo são terapeutas ou trabalham ativamente na manipulação de energias. "
Uma 'intuição' da utilidade, ainda que primária tem acompanhado a recepção do símbolo para os que atuam mais ativamente nessas áreas. Os que ainda são, digamos, 'promessas', estão ainda no seu processo de formação e estudos nas áreas terapêuticas, geralmente vêm os símbolos mas não consegue reproduzi-los corretamente ou não sabem do que se trata ou para que servem.
Existem muitos tipos de símbolos dados a contatados, mas esses especificamente serão prioritariamente uma combinação de runas, como os símbolos vistos nas imagens, especialmente os da última linha.
Estudar o significado básico das runas pode ajudar a compreender a lógica energética sobre a qual o símbolo se baseia, ainda que muito do significado real tenha se perdido desde os Hiperbóreos - povos que preservaram o uso das Runas de outros mundos para cá.
Nem todos receberão esse tipo de símbolo porque levas de sementes estelares são ativadas diferentemente, de acordo com os rastros de DNA ativos na sua linhagem genética de 3D, e para esta tentativa - que visa em última instância preparar o terreno para uma nova geração capaz de atingir os niveis frequenciais necessários para o restabelecimento da comunicação da forma como ocorre no nível de 5D+, estão sendo ativados aqueles em que foi possível alinhar uma específica sequência de DNA que remonta ao tempo dos Hiperbóreos na Superfície da Terra.
Para os que receberam, saibam que tem ocorrido o fenômeno de 'comunicação em cadeia': uma pessoa recebe o símbolo e outra próxima (em níveis de Familiaridade Estelar) é capaz de ajudar a interpretar. Portanto se você recebeu um símbolo que está 'travado' na compreensão, experimente mostrá-lo a outro contatado que tenha ressonância com sua linhagem.
Aos que quiserem compartilhar símbolos ou tentarem a comunicação em cadeia, o espaço está aberto no grupo fechado Terra Stellar Grupo de Estudos de Espiritualidade Avançada do Facebook https://www.facebook.com/groups/649573478582656/. Solicite entrada.

* Adquira o livro (e-book) diretamente com a autora pelo e-mail jennifer.dhursaille@yahoo.com.br ou pelo Messenger. 


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

3 Requisitos para um Relacionamento Evolucionário


ACEITAÇÃO DA SOMBRA
O quinto* requisito é que ambos os amantes abandonem completamente qualquer sentimentalismo Hollywoodiano sobre o que relacionamentos de fato são. À medida que o amor se torna mais evolucionário e consciente, o mesmo se dá com o entendimento de cada um dos amantes sobre a sombra do outro. Um dos papéis principais desse novo amor é fazer de cada pessoa no relacionamento a salva-guarda da sombra do outro – não o juiz da sombra do outro, nem aquele que nega a sombra do outro, mas alguém que reconhece onde o outro foi ferido, salvaguarda e protege essas feridas com compaixão incondicional sem permitir que elas sejam maltratadas ou manipuladas pelos outros, isso requer um imenso esforço, porque é necessário um imenso esforço para entender sua própria sombra, e um esforço ainda maior para encarar e compreender sem ilusão, negação ou repulsa a sombra do outro.   

Morte e Renascimento
O sexto requisito é que se você adentrar um processo evolucionário, você tem de aceitar que ele nunca termina, nunca termina de se desdobrar. A evolução é fundamentalmente um ciclo de morte e renascimento que repete a si mesmo em dimensões cada vez mais altas, e qualquer relacionamento autenticamente evolucionário deve ter a coragem de passar pelas mortes que engendram os renascimentos.  

Marion Woodman, a grande analista junguiana e pioneira do Sagrado Feminino, disse:

Eu tive quatro casamentos com meu marido, e no final de cada casamento houve uma crise que nós tivemos de nos comprometer a passar, uma projeção que tinha de morrer. Mas nós nos mantivemos firmes e as atravessamos, e o amor que nós conhecemos agora, aos oitenta anos, é o maior e mais profundo amor que já experimentamos.

Uma Consciência Coletiva
O sétimo principal requisito é que desde o início dessa aventura rumo a um amor evolucionário você deve se comprometer com que ele não seja apenas uma orgia pessoal, o cultivo de um oásis de prazer particular. Você deve se comprometer conscientemente nesse relacionamento para que ele o faça mais forte, para servir ao planeta, para reconhecer que ele é um relacionamento não apenas aterrado no Divino, não apenas infundido pela prática sagrada, mas que seja desde o começo dedicado a fazer de ambas as pessoas mais poderosas, mais reflexivas, mas apaixonadamente engajadas com a única séria verdade do nosso tempo:

O mundo está morrendo, e nós precisamos de uma revolução majoritária do coração para empoderar a todos a dar um passo à frente e começar a fazer  o trabalho de reconstrução e re-criação que é agora desesperadamente necessário.

Tradução: Jennifer Dhursaille


Fonte: http://upliftconnect.com/the-seven-requirements-of-love/

domingo, 13 de agosto de 2017

Os 3 Pais de Naelin

Capítulo XVIII

O GRANDE ESPÍRITO, PAI/MÃE DE TODA VIDA não falha em prover a seus filhos a NECESSÁRIA ORIENTAÇÃO.
Quantos pais a vida te deu?
A qual deles você deu mais ouvidos?
Neste conto do livro Histórias do Oriente, vemos como o mau uso do livre-arbítrio pode influenciar nos padecimentos auto-impostos de uma pessoa, pois nem tudo é karma e nem tudo está escrito.
Cada um tem um caminho para seguir, e neste caminho, a vida flui de forma mais harmônica.

Os 3 Pais de Naelin


Ilustração: Marcia Siqueira





O chakra básico invertido adoece a kundalini e leva o ser ao desequilíbrio das faculdades mediúnicas e até mesmo à loucura. Deve a mulher cuidar da sua menstruação e o homem com as hemorróidas. Toda perda de sangue anormal pela região genital abre o corpo à doença e o espírito a desequilíbrios.

18ª Lâmina do Livro de Tamur



                Tinha Naelin três pais: Deus, Nosso Senhor que está nos Céus e vibrava para ela nesses confins do universo através de sua Luz Ancestral Verde a irradiar na coroa de sua filha; seu pai terreno com quem ela resgatava débitos kármicos do passado, e seu pai espiritual de outras vidas, seu guia, com quem ela se comunicava através da mediunidade, procurando orientá-la e conduzi-la para a vitória através dessa encarnação.
                Seu pai número 3 procurava reforçar sua conexão com o pai número 1, a fim de, fortalecendo sua essência divina, torná-la menos vulnerável às ações do mal na Terra, e também livrá-la dos desenganos comuns aos médiuns, além do que, através disso, imunizá-la dos ataques morais do pai número 2, seu obsessor encarnado.
                O pai nº 1 tudo via, sentia e esperava, por sua filha senti-lo mais dentro de si e assim despertasse para as verdades maiores e deixasse de sofrer pelas dolorosas ilusões da Terra; e assim vibrava forte transmitindo sua força para o pai nº 3, também seu filho, que amorosa e fervorosamente envolvia sua amada pupila. Esta porém, só 3% absorvia de toda essa emanação.
                Já o pai nº 2, o mais fraco de todos os três, saia na frente, envolvendo Naelin em seus teias de ódio, intrigas e mentiras, que a atingiam em cheio, pois passava os dias e as noites se lamentando, temendo e muitas vezes sofrendo por antecipação ataques que talvez nem viriam se ela por eles não ansiasse com tanta certeza. E como Naelin era médium, o pobre diabo de seu pai atraiu aliados de peso na tarefa de tirar a filha do prumo e afastá-la da Luz de Deus. E assim, a inteligência que ele não tinha era suprida pelos vassalos da escuridão, e ideias cada vez mais perniciosas invadiam os recônditos de sua mente vazia, e obtinha ele 100% de sua vítima a atenção, pois infelizmente ainda é do ser humano preterir o Bem ao Mal ao atribuir valorização.
                A cada ataque do pai 2, acorria Naelin ao centro, e chorava suas lamúrias, seu cansaço, seus tormentos. Enternecidos os pais velhos a envolviam em espirituais linimentos, desprendiam-na dos miasmas, renovavam seus sentimentos, infundindo-lhes fluidos que lhe convidavam à libertação e ao renascimento.
              Todas as vezes pai 3 ali ia, conversava com o guia chefe, suplicava a Pai Grande junto ao gongá por seu rebento e todas as vezes era atendido. Incorporado na filha, descarregava seu aparelho, lhe instruindo telepaticamente como proceder para aliviar seu sofrimento.
                Mas livre-arbítrio é coisa séria e tem-se de esperar o momento, do desejo de quem sofre, de terminar seu padecimento, pois é de cada um o direito de determinar o fim do seu tormento. O Karma e a Lei existem, e quem deve não passará sem os efeitos dos atos do passado a cobrar reajuste e da vida um melhor aproveitamento, mas muitos erram ao crer que Deus é carrasco ou açougueiro, que se conforta ao ver os filhos agonizarem e se regozija com seus lamentos. Não percebem que para a Banda do Único é importante o consentimento de cada filho de fé que espontaneamente decide seguir nova vida, deixar pra trás o passado e assumir de vez a herança de filhos e filhas de um pai eternamente vivo como sois e que aguarda somente o reconhecimento de vosso próprio valor, para vos juntardes às fileiras de quem pela terra anda só para propagar Amor.
                Mas Naelin esperava que a solução caísse do céu:
                “ – Não criei para mim esses problemas; não escolhi meu pai! Deus que mo deu, que o leve!” – e ansiava por soluções mágicas como o desencarne do seu algoz ou uma miraculosa mudança nas atitudes deles, coisa que ela mesma – com todo conhecimento espiritual que tinha – por si mesma não fazia.
                E em anos que se arrastaram sem necessidade, foi perdendo a fé na religião, na vida e até em Deus, que “não via seu sofrimento” e “não interferia a favor dela”, “protegendo quem faz o mal”. Não quis mais ir ao terreiro e tentou olvidar que era médium.
                “Viva!” – gritaram os vassalos das trevas que por décadas esperaram esse momento, pois tempo é que menos lhes falta para investir em seus projetos de danação dos seguidores do Cordeiro.
                E Naelin quis “viver a vida”, como todos fazem, “curtir” o mundo, sem preocupações e restrições de espirituais fundamentos.
                Achou um outro perdido, que ela também não sabia ser preparado por quem só ciladas lhe previam de tempos em tempos. Ex-drogado e bem apessoado, senso de humor refinado, ficha policial no passado... Agora amante, amigo, aventureiro de mente aberta invejável! Com certeza sua alma-gêmea, garantiu a cartomante bem paga.
               E Naelin casou, e seu pai nº3 chorou porque sabia que sofrimento, comparado ao que viria, sua filha jamais provou.
                Mas pai nº2 gostou, pois “esse cabra tinha bufunfa”, embora de onde venha ele não se importou.
                Dezoito anos se passaram e o resumo assim ficou: o marido após quinze desses anos assassinado pelo tráfico do vício que ele de fato nunca curou; seu espírito e também o do pai desencarnado pela bebida obsidiando o lar; dos 3 filhos problemáticos, a mais velha queria aproveitar a vida para esquecer o lar infeliz em que vivia, e aos 15 já era mãe, mas quem cuidava da criança com deficiência visual, como já era de se esperar, a avó Naelin; o mais jovem sequestrado quando criança pelos desafetos do pai na disputa por pontos de venda de derrota química para os fracos, embora devolvido sem maiores danos físicos, exibia sequelas psicológicas gravíssimas, e revoltado contra a família e o mundo, peregrinava de psicólogo em psicólogo sem apresentar melhora alguma.
                Mas somente quando o filho do meio tentou o suicídio, movido pela perturbação espiritual do pai e do avô, foi que Naelin voltou a por o pé num centro, dessa vez kardecista, amparada por fiel amigo, este sim sua alma-gêmea, mas que com ela não se comprometeu em matrimônio nesta vida em consequência das escolhas infelizes e precoces da própria Naelin. Solteiro e devotado à Espiritualidade procurava auxiliá-la no mais que podia.
                Após a consulta com as entidades espirituais, Naelin novamente comparece à seara espírita para receber as orientações do entrevistador da triagem:
                 - Sra. Naelin, como está se sentindo?
                - Melhor. Essa semana consegui dormir sem pesadelos.
                - Fez o Evangelho no Lar?
                - Sim, mas meus filhos não quiseram me acompanhar.
               - Não tem importância, faça assim mesmo, e leia também páginas do Evangelho e ore nos quartos deles quando eles não estiverem.
           - Eu trouxe umas peças de roupas deles para benzer... Onde coloco?

                O entrevistador fez uma cara um tanto desgostosa:

                - Aqui não trabalhamos dessa forma. Convide seus filhos para virem tomar um passe. Isso – disse apontando com desdém para as camisetas dos filhos de Naelin – são fetiches, não têm valor algum. A senhora compreende?
                - Não... O que são fetiches?
                - Bom... – suspirou o culto entrevistador – a senhora obviamente vive uma situação familiar onde pesados carmas do passado se desenrolam em busca de reajuste. Somente à luz do Espiritismo a senhora e os seus filhos poderão compreender melhor essas questões que os envolvem e através do perdão, alcançarem a paz no lar. É muito importante que todos os membros da família compareçam ao centro para tomar passes, assistir palestras e darem início à reforma íntima.
                - É que meus filhos, eles não vêm... São adolescentes o senhor sabe, não têm interesse nessas coisas de espiritismo.
                - Veja, minha senhora, aqui nós temos evangelização infantil, grupo de mocidade espírita, onde a doutrina é passada numa linguagem adequada à faixa etária deles. Continue convidando-os e fazendo o Evangelho no Lar, afinal ninguém gosta daquilo que não conhece.
                - O senhor sabe, a culpa é minha... Quando eles eram pequenos eu levava no centro que eu ia quando era moça, levava nas Festas de Cosme e Damião, e eles adoravam, mas daí eu fui me desleixando, fui perdendo o gosto sabe, porque falavam que eu era ‘média’ e tinha de desenvolver e eu não queria, era meio revoltada, sabe? Daí nunca mais fui no centro; só agora que meu amigo André, vendo meu sofrimento, me trouxe aqui pra ver se eu tenho alguma ajuda porque as coisas estão muito difíceis e eu num sei mais o que fazer...
                - Dona Naelin, aqui nós respeitamos todas as religiões, mas é preciso cuidado com os mediunismos exagerados, sem controle, porque ocorre muito animismo, a senhora entende? Porque, veja bem, todo mundo é médium, mas a mediunidade sem estudo pode ser uma coisa perigosa, percebe?
       Naelin não percebia, nem sabia o que ele quis dizer com ‘mediunismo’.
                - Mas as coisas vão melhorar?
                - Veja bem, quando há carma, a melhora nunca é instantânea; é preciso paciência e perseverança no estudo e na reforma íntima. A senhora foi encaminhada para a desobsessão e o seu filho que tentou cometer suicídio para o tratamento à distância, e os nomes dos seus outros dois filhos estão na caixinha das vibrações. Se os três passarem a frequentar o centro, eu garanto para a senhora que haverá uma grande melhora na situação.
                Certa de que os filhos não compareceriam ao centro, Naelin sentia-se insegura com relação ao ‘diagnóstico’ do responsável pela triagem, e no seu desespero, perguntou:
                - Mas o meu caboclo disse o que pra vocês? Ele falou se as coisas vão melhorar ou me mandou algum recado? Eu costumava incorporar ele quando era nova e ia nesse centro que eu falei pro senhor, mas agora eu sei que num tenho condições de incorporar ele, mas ele falou alguma coisa? Teve algum médium lá dentro que viu ele?
                Incomodado e um tanto impaciente, o entrevistador procurou explicar que ali ‘respeitavam’ mas não trabalhavam com essas entidades mais comuns à Umbanda.
                - Mas eu vi no corredor um quadro com a figura do cacique Brogotá!
                - Esse é um caso à parte, nós oramos pedindo ajuda e a proteção de Brogotá para alguns casos específicos. Agora a senhora pode se dirigir à fila do passe e após 4 semanas de tratamento a senhora passará pela entrevista novamente.
                Naelin agradeceu e fez tudo como mandado. Algumas coisas que não entendeu perguntou a seu devotado amigo André, mas nem ele conseguiu explicar porque, apesar de ela estar fazendo tudo com a fé e o amor que só uma mãe é capaz de sentir, ela não se sentia melhor, nem os filhos apresentaram qualquer melhora positiva no comportamento.
                - Ah, André, melhorou assim, nem 10%... Eu continuo sentindo peso nas costas, e os espíritos do meu pai e do meu marido. Eu achava que pelo menos isso ia resolver. E eu queria tanto poder levar umas camisetas deles pra benzer! O homem lá pode dizer que não, mas pra mim faz um grande efeito!
             - Decerto, Naelin, em vista da gravidade da situação, o tratamento espiritual demorará mais um tempo para você perceber os efeitos.
                - Por isso mesmo, André, pela gravidade da situação é que eu acho que precisava de mais recurso! Uma defumação, uns banhos... Por exemplo: ir no centro eles não vão, mas se eu fizer uns banhos e dizer pra eles tomarem, eu tenho certeza que todos três tomam!
                - É, Naelin, eu até conheço um centro de mesa branca que aceita levar roupa pra benzer, mas é longe, no interior; mas os centros kardecistas, em geral, não trabalham com banhos e defumações. Isso é mais da Umbanda mesmo...
                - Pois vou te dizer uma coisa, André, se eu soubesse de um lugar bom de Umbanda, eu ia, sabia? Ia mesmo! Pena que aquele que eu ia fechou, porque o dono lá morreu...
                 Mas como quem ama cuida, depois dessa conversa André ficou remoendo as palavras de Naelin; falou com um, falou com outro, e com um endereço passado por uma colega, foi dar às portas de um terreiro na semana seguinte, levando Naelin pelo braço.
                - Eu não conheço aqui, Naelin. Como falei vim para te trazer por indicação, porque não aguento mais ver você sofrer e quero poder te ajudar.
              - Não se preocupe, André. Eu sinto que aqui é um lugar bom. Essa noite eu sonhei com o meu caboclo e ele sorria pra mim. Eu não lembro de mais nada, mas acordei chorando de emoção, um choro bom, de saudades, sabe?
                E começou a chorar de novo ao lembrar dos momentos vividos no astral com seu pai nº3, que há tanto tempo não via. E como nada é por acaso, era gira de caboclos, e Naelin ‘tombou no santo’ ao pisar descalça no terreiro, e após descarregá-la, Pai 3 desincorporou e conversou com o chefe do terreiro, que não apenas cruzou as roupas de seus filhos como orientou quanto aos banhos e defumações.
           Os pesadelos pararam, e numa gira de esquerda as questões principais relativas aos problemas espirituais dos 3 filhos foram resolvidas. Após um ano, a filha com a neta já frequentava, e o filho do meio que tentara o suicídio, cambonava e se desenvolvia para no futuro integrar a corrente. O mais novo só ia nas festas, mas estava bem mais tranquilo.
                Naelin foi a filha pródiga que voltou tarde para a casa de seu Pai 1, amparada pelo Pai 3, de onde, equilibrada e feliz, pôde auxiliar inclusive pai 2, mesmo tendo passado por coisas das quais não necessitava se tivesse ouvido o chamado de seus dois pais que a convidavam para a Luz, e tendo trocado um problema por 4, que juntos somaram 5, e tendo aguentado uma situação extremamente agravada da qual somente 20% era de fato karma. A voz de Pai nº1 ecoando em sua essência e muitas vezes traduzida e ampliada por Pai nº3 venceu, e ela enfim trilhou o caminho para o qual nasceu, auxiliando muitos.
                E André, que acabou se tornando o 4º pai, ou padrinho, que pela força do amor intuiu e vislumbrou a estrada que sua amada deveria seguir, por essa trilha também se encantou e cambono virou.
              E o plano original de Deus se concretizou: ele e Naelin terminarão a vida juntos, criando a netinha cega que teria vindo de qualquer forma através da primeira filha de Naelin, de quem ele deveria ter sido pai.
               Ao se precipitar e tomar o atalho errado da vida, Naelin teve mais dois filhos não previstos, atraídos ao lar pelo marido, de quem eram obsessores. O Astral avaliza essas encarnações, não previstas inicialmente, tendo em vista a situação concreta que cada um cria para si por suas escolhas, sejam certas ou equivocadas, aproveitando o precioso tempo de redenção na Terra.
               Saibamos pois que nem tudo é karma, mas que todo problema tem uma solução. E que pela perseguição espiritual em decorrência de sua própria condição de intermediador de planos, o médium é o mais propenso a se entreter nessas confusões familiares, pois raramente consegue se manter no padrão vibratório que o impermeabiliza a essas investidas do mal, que visam simplesmente desnorteá-lo a tal ponto que se veja incapaz de desempenhar a missão mediúnica de que se imbuiu no Astral antes de encarnar.
                Lembremos sempre então que orar e vigiar é bom para todos e imprescindível para quem é médium.

Gregório de Matos
Vô Felipe vem como preto-velho.
 Padre mestiço claro, evangelizador, desobsessor, trabalha para levar pelo perdão as criaturas até Jesus.
Vibra muito amor e muita compreensão.
A Força de demover Montanhas é o Amor.

Ele foi Gregório de Mattos em uma de suas existências

[Trecho do livro "Histórias do Oriente" de Jennifer Dhursaille. Adquira um exemplar digital gratuitamente mediante doação a ONG Médicos Sem Fronteira. https://jenniferdhursaille.blogspot.com.br/2017/08/historias-do-oriente.html]

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Histórias do Oriente




Prefácio

 

Mensagem de Abertura


                   Em tempos em que a humanidade atual não era nada além do sonho de um bebê, espíritos muito antigos, e renitentes em determinados erros, para aqui vieram extraviados.
                   Posso dizer que nosso principal defeito e origem de nossa desgraça era o Orgulho, e ainda hoje, de certa forma, mantemos essa característica em nossa postura, estilo de trabalho e vestimenta.
                   Ao contrário do que muitos pensam, a forma humana é a mais comum na maioria dos mundos habitados, entretanto há algumas características díspares, variantes da cosmologia física da conformação biológica na adequação da estrutura perispiritual às condições do determinado mundo habitado.
                   Já ouviste a frase “Sois deuses”, mas não a compreendestes muito bem. Sendo filhos dos deuses, como todos o são, somos dotados de poderes correspondentes a tessitura espiritual do raio divino que nos originou; entretanto, assim como, mesmo tendo o homem capacidade de dirigir um automóvel, não lhe é permitido que o faça até atingir os dezesseis anos, nem ao piloto de uma aeronave governá-la sem o devido estudo e consequente graduação para isso.
                   Assim sendo estão os homens divididos em mundos-escola de acordo com as lições já aprendidas. Sendo o Pai um diretor amantíssimo, procura sempre acomodar seus filhos nas melhores instituições de ensino possível, com frequência acima de sua capacidade ou merecimento, pois Seu Amor cobre nossa multidão de pecados. Todavia ao ver que o filho não apenas deixa de aproveitar as oportunidades com que foi brindado, mas ainda por cima prejudica seus irmãos sinceramente comprometidos em sua jornada evolutiva, com pesar o retira do ambiente vantajoso para que, remanejado a paragens inferiores possa, pelos mecanismos da comparação – atributo racional de suas faculdades mentais – e também movido pelas saudades dos seus – burilamento de suas faculdades emocionais através dos sentimentos – mova-se ascendentemente a fim de reconquistar o que lhe foi perdido, dando-lhe desta vez o devido valor.
                   O mundo do qual viemos, a maioria de nós que atuamos na Linha do Oriente e muitos dos que nos leem, viemos de um mundo bastante próximo daqui, ainda que separado e para o qual a passagem nos é tolhida quase que definitivamente. A lembrança deste local, porém, é muito viva para muitos de vós, e se para lá fossem magicamente transportados, a um primeiro momento nada julgariam de anormal, pois se pareceria com a Terra que conheceis. Com o tempo então perceberíeis que a manipulação das energias dos elementos pode ser visualizada e a física daquele mundo opera de forma diferenciada, embora não possamos dizer que suas leis sejam alteradas ou divirjam do conhecimento que dela se dispõe na Terra, mas sim que lá este conhecimento está bastante além, e que, na verdade, a maior diferenciação se dá na percepção química que lá se tem da realidade, como se observássemos a aparente realidade a nosso redor (posto que tudo aquilo que julgais realidade será sempre somente aparente, e esse é um dos pressuposto das Leis da Grande Magia ) a partir ‘de dentro’, e não externamente, como um fenômeno a nós alheio.
                   Esta relação natural com os elementos chega até vós nos filmes e livros, e uma das razões porque foi proibida a magia e perseguidos os magos pelo poder dominante em seu universo é porque, de fato, ela sempre foi exterior ao seu mundo, e seus praticantes iniciais estrangeiros degredados de procedência desconhecida – pois não podíamos explicar nossa origem; seres estranhos, cheios de segredos e hábitos diferentes, muitos dos quais aparentemente irracionais e que deram origem ao termo ‘superstição’ entre vós.
                   Sobretudo procurávamos não nos misturar, e buscávamos encontrar um meio de voltar à ‘nossa casa’. Acreditávamos que através da Magia isso seria possível, entretanto, o contexto que aqui neste mundo essa palavra tem, não tinha para nós, pois era parte da ciência de funcionamento do nosso universo; assim, da mesma forma que, fossem vocês alçados até lá, se surpreenderiam por poder fazer e ver coisas que aqui não é possível, nós aqui nos vimos tolhidos, sem poder fazer uso de habilidades às quais estávamos habituados, pois eram parte de nós, assim como é parte do homem terreno, só que este não lhe sente a falta porque dela ainda não se assenhoreou. Imagine trasladar o pássaro para um mundo onde a atmosfera não lhe sustentasse o peso das asas, ou a um felino para um universo onde tenha de rastejar-se, ou ainda um músico para um universo onde as ondas sonoras não se propagassem. Assim sentíamos nós outros, exilados em terra árdua, amargurados, revoltosos com destino tão cruel e dispostos a tudo para retornar.
                   O objetivo deste livro é contar a saga de nosso povo, sobretudo como alerta, visto que a mesma determinação cósmica que atuou em nosso mundo eras atrás está a abater-se sobre o vosso, e os primeiros relâmpagos da tempestade  há um certo tempo tomam lugar em vossos céus, mares e desastres naturais. Muitos dos que ora desencarnam já aqui não voltam mais.
                   E a perda da Magia é dura, mas muito mais dura é a saudade de quem amamos a nos assolar. A hora é de despertar urgente, e é nisto que queremos colaborar,
                   Além de esclarecer e desmitificar a Magia livrando-a de conceituações infantis, como a que a divide em negra ou branca, visto que nem sequer esta denominação especifica corretamente as cores, posto que isto é coisa que nenhuma delas é, mas que a importância maior está na intenção, visto que com vela branca pode-se ofender o livre-arbítrio de alguém, e com uma simples vela preta se promover o bem.
         É também nosso mote promover o autoconhecimento humano, assim auxiliamos em trabalhos terapêuticos de diversas linhas, pois entendemos que sem conhecer a si mesmo não é possível conhecer a outra pessoa, muito menos amá-la, e em nome do Amor, ou melhor dizendo, sob a falsa capa de amor, muitas almas tem se comprometido carmicamente conosco pelo mau uso da magia, e hoje reencarnam sob tutela de nossos guardiões (exus) a fim de se redimirem em lides benéficas mais positivas, sobretudo na Lei Sagrada da Divina Umbanda, onde muitos dos nossos quitam suas dívidas para libertarem-se de pesados fardos do passado.
         Ainda é através do autoconhecimento que um descobrirá seus talentos a fim de aperfeiçoá-los devidamente através de estudo correto da magia, que para nós pode ser vista unicamente como uma ciência a serviço da evolução do espírito.
         Que a leitura lhe seja de bom proveito.

Salam Aleikum
Saravá
Jimbaruê
Balthazar, o negro
Zsabrina
Ming Chun Li
Jin Manchú

Zorhan

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ABEAC ONG - http://www.abeac.org.br
Clube dos Vira-Latas - http://www.clubedosviralatas.org.br
Arca Brasil - http://www.arcabrasil.org.br
Rancho dos Gnomos - http://www.ranchodosgnomos.org.br
Sítio da Rejane - https://www.facebook.com/sitiodarejane
Animais Necessitados - https://www.facebook.com/groups/128539537500522/