terça-feira, 26 de setembro de 2017

A Sombra - a sua grande aliada no processo de Despertamento

Essa questão é o divisor de águas entre quem realmente vai conseguir fazer um trabalho ÚTIL junto às inteligências extradimensionais e quem vai só gastar o tempo - seu e dos outros - escrevendo abobrinha e falando da Luz, do Amor, da Purpurina Cósmica em nome dos mestres (reais ou fantasiosos) enquanto foge do verdadeiro combate consigo mesmo.
NÃO EXISTE DESPERTAMENTO SEM CONFRONTO COM A SOMBRA.
A galera que fala em nome de arcanjo, comandante espacial e mestres do espaço e nega sua própria sombra se afirmando apenas seres de luz combatendo a não-luz não entrou ainda nem no closet de si mesmo pra dar início ao trabalho de faxina indispensável ao preparo de quem pretende-se que se torne um ser INTEGRADO MULTIDIMENSIONAMENTE à sua família estelar.
Quem foge de si mesmo não é capaz de carregar nem suas próprias verdades dolorosas, quanto mais aquelas que desafiarão a nossa lógica, inteligência e capacidade de abstração racional e emocional.
A capacitação para o trabalho com as esferas de consciência superiores não vem da obtenção de títulos via canalização, mas da radical e absoluta coragem ao executar sua faxina interior.
Então, a todos que estão se descobrindo contatados, se lembrando de vidas passadas espontaneamente ou acessando outros Eus além desta dimensão de existência, recomendaria a leitura deste texto mil vezes, assim como o aprofundamento nesta questão através de outras leituras, terapias ou vivências, pois é na sombra - que é bastante trabalhada no Xamanismo e muito negada pelas religiões e pseudo espiritualistas cultuadores do mundo imaginário rosa da Barbie, que reside a força para nos curar de tudo aquilo que nos impede de vivermos nossa mais profunda verdade..



SOMBRA
Tudo aquilo que não queremos ser é justamente aquilo que nos cura.
O desprezível em si e nos outros, todo comportamento que abominamos, por mais paradoxo que seja, é a nossa salvação.
Com isso inicio o famoso conceito junguiano chamado sombra.
Em geral, na Psicologia Analítica, define-se sombra como a “personificação de certos aspectos inconscientes da personalidade” (VON FRANZ, 2002).
Nós humanos gostamos de nos enxergar como inteligentes, generosas, de “bom caráter”, com diversas habilidades, e assim por diante. No entanto, a nossa personalidade também inclui qualidades inferiores, das quais não somos conscientes. Essas qualidades se revelam em nosso contato com o meio, com as pessoas e a tendência é “empurrar” essas características para o inconsciente, porque elas envergonham o ego e conturbam o funcionamento da persona.
E é dessa forma simplificada que se forma nossa sombra.
Pense o que detesto em mim e nos outros? O que eu digo que nunca faria?
Pois aí está o seu eu ferido!
Em nossa infância, para ampliarmos nossas chances de sobrevivência e conseguirmos aprovação, é necessário negar algumas atitudes, alguns traços de personalidade. Esses traços tidos como negativos tornam-se aquilo que chamamos “eu reprimido” as partes do falso eu que são demasiado dolorosas para serem reconhecidas.
Para Miller in Zweig e Abrams – O que a sombra sabe: uma entrevista com John A. Sanford (2011):
A definição junguiana da sombra foi muito bem colocada por Edward C.Whitmont, analista de Nova York, ao dizer que sombra é “tudo aquilo que foi reprimido durante o desenvolvimento da personalidade, por não se adequar ao ideal de ego. Se você teve uma educação crista, com o ideal do ego de ser benevolente, moralmente reto, gentil e generoso, então certamente você precisou reprimir todas as suas qualidades que fossem a antítese desse ideal: raiva, egoísmo, loucas fantasias sexuais e assim por diante. Todas essas qualidades que você seccionou formariam a personalidade secundária chamada “sombra”.
Isso é nossa sombra pessoal, que nos assusta, que causa terror, medo, angustia. Não somos o que pensamos ser, nosso ego nos ilude, criando a ilusão de sermos bem polidos, iluminados e respeitáveis.
A sombra nos assusta, pois revela-nos quem de fato nós somos. Por isso gastamos tanta energia para mantê-la oculta. Nós negamos esse lado negro com todas as nossas forças, ou então projetamos esse comportamento sobre os outros.
A sombra forma-se de nossas qualidades existentes que gostaríamos de esquecer e que nem gostaríamos de olhar de perto.
Para Jung (2011):
A sombra constitui um problema de ordem moral que desafia a personalidade do eu como um todo, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem dispender energias morais. Mas nesta tomada de consciência da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade.
Para aceitar e assimilar a sombra a pessoa precisa ter muita coragem, muita força e muito amor. Amor pelo seu lado negativo.
As pessoas geralmente pensam que a sombra só contém aspectos escuros e negativos da personalidade, contudo é a sombra que nos da à dimensão humana, que escancara a realidade, que coloca nossos pés no chão. Mas que também esconde potenciais ocultos, tesouros inestimáveis que foram desprezados. É um remédio amargo e necessário!
Ela também é a parte não vivida da nossa personalidade, por isso seu dinamismo pode conter tanto o bem como o mal. Essa parte não vivida é inconsciente a pessoa e por isso inquietante e se manifestam de forma extrema, primitiva e desajeitada. Mas nela, existe o potencial positivo para novos dons e talentos.
Para Zweig e Abrams (2011):
A sombra pessoal contém, portanto, todos os tipos de potencialidades não-desenvolvidas e não-expressas. Ela é aquela parte do inconsciente que complementa o ego e representa as características que a personalidade consciente recusa-se a admitir e, portanto, negligencia, esquece e enterra… até redescobri-las em confrontos desagradáveis com os outros.
A sombra costuma influenciar as relações do indivíduo com pessoas do mesmo sexo. E é comum a sombra aparecer em nossos sonhos como personagens sombrios do mesmo sexo que o nosso.
Hall e Nordiby (1972, p. 42):
Já dissemos que a sombra é responsável pelas relações entre pessoas do mesmo sexo. Estas relações podem ser amistosas ou hostis, dependendo de vir a sombra a ser aceita pelo ego e incorporada de modo harmonioso à psique, ou rejeitado pelo ego e banido para o inconsciente. Os homens tendem a projetar os impulsos de sua sombra rejeitada nos outros homens, de modo que, entre eles, surgem com frequência, sentimentos negativos.
Portanto, a sombra pode ser revelada por meio da projeção em outra pessoa do mesmo sexo geralmente.
A projeção costuma ser um mecanismo e defesa do ego contra aquilo que pode ser doloroso a ele, mas também tem um lado positivo e construtivo.
Bly in Zweig e Abrams (2011) fala sobre a projeção como algo positivo:
Mas a projeção também é uma coisa maravilhosa. Marie-Louise von Franz observou num de seus escritos: “Por que assumimos que a projeção é sempre uma coisa ruim? ‘Você está projetando’ tornou-se uma acusação entre os junguianos. As vezes a projeção é útil, é a coisa certa.”
(…) Marie-Louise von Franz nos faz lembrar que, se não projetarmos, nunca conseguiremos estabelecer uma conexão com o mundo (…).
(…) A questão não é tanto o fato de projetarmos, mas sim por quanto tempo mantemos a projeção sobre o outro. Projeção sem contato pessoal é perigoso. Milhares, milhões de homens americanos projetaram seu feminino interior sobre Marilyn Monroe. Se um milhão de homens deixou suas projeções sobre ela, o mais provável era que Marilyn morresse (…).
A questão é que a projeção é necessária e saudável, pois há conteúdos inconscientes que podem dissociar o ego, e um pouco de projeção é uma forma de proteção, desde que, ela seja temporária.
Além disso, conhecer esse lado da nossa personalidade implica em responsabilidade, pois o individuo fica em condição de escolher e optar o que assusta as pessoas.
Mas se existe possibilidade de escolha, a pessoa deixa de ser apenas manobrada por forças e pode optar, tendo mais liberdade de ação.
Outro aspecto importante sobre sombra é de que se trata de um arquétipo e por essa razão ela aparece como imagem arquetípica nos mitos e nos contos de fadas.
Em Jung (2011):
A sombra é, em não menor grau, um tema conhecido da mitologia; mas como representa, antes e acima de tudo, o inconsciente pessoal, podendo por isso atingir a consciência sem dificuldades no que se refere a seus conteúdos, além de poder ser percebida e visualizada, se diferencia, pois do animus e da anima, que se acham bastante afastados da consciência: este o motivo pelo qual dificilmente, ou nunca, eles podem ser percebidos em circunstâncias normais. Não é difícil, com certo grau de autocrítica, perceber a própria sombra, pois ela é de natureza pessoal. Mas sempre que tratamos dela como arquétipo, defrontamo-nos com as mesmas dificuldades constatadas em relação ao animus e a anima.
Isso significa que existe uma sombra arquetípica, que é a sombra coletiva – seja de uma família, ou nação – e essa é muito difícil de ser percebida e assimilada. Podemos apenas olhar para ela com o auxilio da Mitologia e dos Contos de Fadas.
Mesmo sendo um empreendimento que exige coragem, devemos tornar a sombra consciente, negligenciar e recalcar ou identificar-se com ela pode levar a dissociações perigosas. Como ela é próxima do mundo dos instintos é indispensável levá-la continuamente em consideração.
Finalizando, o conceito da sombra e sua assimilação remetem à flor de lótus que nasce da lama, mas não se contamina, florescendo linda e bela.
Aceitar, compreender e integrar o lado sujo e enlameado da alma humana é fazer o trabalho sujo.
Nossa sociedade nega o mal, nos faz viver de aparências. Mas somente quando decidimos limpar nossa própria fossa é que a alma pode florescer.
Do esterco pode nascer flores belíssimas, do esterco se faz adubo.
Referências Bibliográficas:
HALL, C. S.; NORDBY, VERNON, J – Introdução a Psicologia Analítica, Ed. Cultrix, São Paulo, 1972.
JUNG, C. G. Aion – Estudo sobre o simbolismo do si-mesmo. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2011.
VON FRANZ, M. L. A sombra e o mal nos contos de fada. 3 ed. Paulus. São Paulo: 2002.
VON FRANZ, M. L; BOA, F. O caminho dos sonhos. São Paulo: Cultrix, 1988.
WEAVER, R. A Velha Sábia – Estudo sobre a imaginação ativa. São Paulo: Paulus, 1996.
ZWEIG, C; ABRAMS, J (orgs.). Ao encontro da sombra: o potencial oculto da natureza humana. São Paulo: Editora Cultrix, 2011.
Hellen Reis Mourão é Psicanalista Clínica com pós-graduação em Psicologia Analítica pela FACIS-RIBEHE, São Paulo. Especialista em Mitologia e Contos de Fada.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sobre Diferentes Terminologias



No grupo Terra Stellar de Estudos de Espiritualidade Avançada no Facebook, postei a resposta a uma pergunta feita na minha página pessoal, muito oportuna, por conta das inúmeras variações nas nomenclaturas utilizadas por diferentes sensitivos para explicar seus conteúdos. Achei oportuno também deixar registrado aqui no blog a resposta.
Se a pessoa frequentou a Gnose, ela conhece aquele conteúdo, aquela lógica, aquela nomenclatura; se tem experiência na Eubiose tem todo um vocabulário que nessa escola aprendeu, uma lógica mental para as coisas e etc.
Por falar da Intraterra, às vezes as pessoas partem do princípio que eu seja versada em tudo que já falaram ou escreveram ou ensinaram sobre esse assunto, mas na verdade eu quase nada li a respeito, pois nunca acreditei que existisse Intraterra.
Tudo que escrevo a respeito foi passado pelos Seres Extradimensionais com os quais tenho contato, e eles não costumam me passar os nomes que eles utilizam para as coisas, justamente para atingir um público maior e não necessariamente versado em terminologias segmentadas.
Cada contatado tem uma ordem de trabalho, a minha é essa, falar em termos simplificados, mas há quem receba informações com a própria nomenclatura utilizada pelos ETs. Eu recebo poucas coisas nesse sentido, normalmente termos utilizados no idioma Solara-Maru que é o mais utilizado em Telos, como a palavra "Lanzarina", que se refere aos dons individuais oriundos da Fonte Criadora de que alguém é portador.
Mas, por exemplo, quando me explicaram sobre o Eu Matriz, que depois fui descobrir que já era conhecido por muitos outros nomes, eu e amigos meus que também estavam aprendendo diretamente com os Seres Estelares sobre esse assunto, já nos referíamos a ele como Eu Matriz porque ele de fato é a matriz geral de todos os seus demais corpos independente do níveis de densidade em que eles se manifestem.
O meu papel não é 'dar nome às coisas', mas sim ampliar o conhecimento sobre as funções de coisas muitas vezes já conhecidas, explicar como atuam muiltidimensionalmente, por exemplo os chakras, que servem para muito mais do que aquilo que é falado normalmente a respeito.
Não somente sobre o nome das coisas, mas também determinadas explicações caso não tiverem sido passadas a mim diretamente por eles, não reproduzirei.
Isso não significa que não seja verdadeiro o ensinamento da fonte A ou B, apenas a minha ordem é falar apenas do que eles me mandam falar (e já estou em atraso com muita coisa por falta de tempo!).
Se eu não vi, não vivi, não recebi informação a respeito, não falarei o que "acho", porque por mais que possa fazer sentido, pode não ser um fato comprovado.
Cada contatado ajuda a fortalecer a cor num ângulo do quadro maior, pois a soma da totalidade das informações não cabe numa única perspectiva.
Namastê a todos!
Jennifer Stella